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Ricardo Mezavila

Escritor, postgraduado en Ciencia Política, activo en movimientos sociales en Río de Janeiro.

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Dorian Gray e Bolsonaro gay

O narcisismo fez com que Dorian Gray, personagem do livro “O retrato de Dorian Gray’, escrito por Oscar Wilde, fizesse pacto com o demônio

Dorian Gray e Bolsonaro gay (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O narcisismo fez com que Dorian Gray, personagem do livro “O retrato de Dorian Gray’, escrito por Oscar Wilde, fizesse pacto com o demônio para que mantivesse perpetuada sua juventude em troca de sua alma. 

Gray manteve-se belo e jovem por fora, mas envelheceu interiormente e, à medida em que levava uma vida de abusos e atitudes negativas, a sua imagem no retrato transformou-se em um monstro, revelando a sua verdadeira identidade e conduta. 

Lembrei do personagem ao ver o deputado do PSDB, Aécio Neves, em uma foto recente ao lado do ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do deputado Paulinho da Força do Partido Solidariedade.  

Figura central do golpe de 2016 contra a Presidenta Dilma Rousseff, Aécio está irreconhecível na foto, fantasmagórico e fisicamente consumido. Se levado às páginas da ficção, poderíamos dizer que toda a carga negativa que se abateu contra o país após o golpe está pesando em sua consciência e físico. 

Continuando a falar de personagens das trevas da política nacional, saiu na mídia que a Escola de Samba Gaviões da Fiel, que tem como enredo "Basta", que vai tratar sobre desigualdade social, vai levar um “Bolsonaro Gay” para a avenida, o que seria temerário. 

Não acredito que a Escola faça isso, porque se não for muito bem colocado, algo assim de ‘gênio’ no modo de subverter as suposições e a atmosfera com humor e o caos, pode ser um ‘tiro no pé’ e servir de peça de propaganda na campanha pró reeleição.  

*Este es un artículo de opinión, responsabilidad del autor, y no refleja la opinión de Brasil 247.