Esboço para uma Crítica Marxista da Economia Mainstream
O presente artigo argumenta sobre a fracassada agenda da escola do pensamento neoliberal e a ineficiência prática da teoria econômica neoclássica e ao mesmo tempo descreve o poder discursivo do neoclassicismo
O presente artigo argumenta sobre a fracassada agenda da escola do pensamento neoliberal e a ineficiência prática da teoria econômica neoclássica e ao mesmo tempo descreve o poder discursivo do neoclassicismo. Tendo como pressuposto de que há uma deficit conceitual sobre a precisão da definição do que é a teoria econômica neoclássica aqui se pretende contribuir com a identificação do cuerpo teórico da economia neoclássica que compõe o pensamento neoliberal caracterizado pelo livre mercado, acumulação pela despossessão, privatizações, redução da participação do Estado nos rumos da Economia, redução dos gastos públicos, asfixia fiscal, política monetária, de câmbio e de juros. O título deste artigo é uma explícita referência ao texto clássico de Friedrich Engels Esquema para una crítica de la economía política onde inicia uma aferição a economia política, que seria desenvolvida mais tarde por Karl Marx e tem sua expressão máxima na obra monumental de Marx La capital. En el desarrollo de este trabajo se destaca que la economía corriente principal, aunque se presenta como heredero de los ideales de las ciencias sociales liberales y, por tanto, como pluralista, en su práctica moviliza expedientes discursivos para obstruir cualquier presentación alternativa u oposición a sus ecuaciones y modelos metodológicos, lo que dificulta la corriente principal imputable como pluralista.
Bianchi (1992, p.139) al presentar el significado de pluralismo hace una breve digresión de esta concepción en Ciencias Sociales, Filosofía, Ciencias Jurídicas, Relaciones Internacionales, Ciencias Políticas y define que “en general, la idea de pluralismo enfatiza la moral moral de la autonomía y multiplicidad de los grupos sociales, es decir, los méritos de una sociedad dinámica y diversificada”. Según Bianchi (ibdem) cuando se conceptualiza una escuela económica pluralista debe ser aprehendida, por su propia naturaleza, contraria al totalitarismo, al dogmatismo de modelos únicos y contraria al monismo.
En este sentido, este estudio se enmarca en la escuela pluralista porque, además de criticar al neoliberalismo, este desarrollo científico en curso destaca a la economía marxista como una fuerza teórica susceptible de ser puesta en práctica y de construir una alternativa para superar las contradicciones y limitaciones del mundo. modo de producción explotador capitalista. Este artículo sienta las bases de la crítica sistémica de la economía de Marx. corriente principal, es decir, al capitalismo, por eso por si o artigo se insere na escola do pensamento pluralista.Este artigo não está inserido na Escola Pluralista pelo método de análise empregado aqui, mas por ser uma pesquisa que aplica como método de análise e de proposição teórica o método clássico marxista, o materialismo dialético e as categorias de análise concentradas na Teoria do Valor e na Luta de Classes. Portanto, por esta constituição este artigo se engendra na Escola Pluralista porque fornece um desenvolvimento no plano teórico marxista absolutamente distinto da economia corriente principal e no terreno puramente prático apresenta diretrizes de aplicação geral e para substituição de toda concepção da economia corriente principal relacionando a Lei do Valor aos bens de produção fabricados nas empresas privadas e estatais, na formação racional dos preços das mercadorias e na economia do trabalho social. Fine e Saad-Filho (2018) apontam que “na era atual do neoliberalismo, o corriente principal (ortodoxo ou neoclássico) a economia apertou o seu controle sobre a disciplina, dispensando heterodoxia em geral e a EM em particular como reprovado nos testes de lógica, matemática e/ou rigor estatístico. Para estes autores se as abordagens, conceitos e conclusões da EM parecem estranhos, é porque têm sido marginalizados na maioria das instituições acadêmicas de economia - sobretudo nas instituições de ensino privadas - e nos meios de comunicação social, na medida em que a maioria dos departamentos econômicos e a imprensa contornam completamente a EM e a sua potencial contribuição para uma compreensão da sociedade contemporânea. De acordo com Bianchi (1992, p.136) Jonh Neville Kaynes já havia defendido em um ensaio para “os economistas respeitarem a diversidade e desistirem de um método infalível”. O presente trabalho está inscrito na tese da metodologia pluralista defendida por Bruce J. Cadwell em seu Más allá del positivismo (1982). O tom geral do ensaio de N. Keynes está no final do primeiro capítulo no sentido de que nenhum método seja defendido em detrimento de todos os demais. Bianchi (1992, p.138) aponta Caldwell para quem “as metas do estudo metodológico não consistem em encontrar um método obrigatório e infalível”. Caldwell (1985) posiciona-se claramente contra o monismo, com sua “insustentável” aderência a um conjunto de padrões. Ainda segundo Bianchi (1992, p.140) definir a metodologia para o desenvolvimento da teoria econômica “é a escolha dos instrumentos de avaliação depende da natureza dos problemas focalizados pelo cientista”. Nesta perspectiva este artigo aplica uma metodologia de análise plural porque é uma teoria marginal no corriente principal referente a “permitir el desarrollo de nuevas teorías, capaces de ofrecer alternativas a la teoría corriente principal e competir com a mesma em pé de igualdade”(ibdem). Por esta razão este artigo mobiliza a EM para uma crítica a economia neoliberal e deste modo contribuir com indicativos para uma economia distinta.
O corriente principal es neoliberal
Las carencias de la actual corriente principal da economia, as catástrofes geopolíticas recorrentes e persistentes provocadas pelo capitalismo o compromisso com o mercado sem questionar se o sistema de exploração e as relações de classe que ele representa continua a ser apropriado alimentam a procura de alternativas entre os economistas.
La extraordinaria capacidad del capitalismo para desarrollar las fuerzas productivas está simultáneamente limitada y equivocada por su compromiso con la ganancia privada en oposición a las formas colectivas de propiedad, control, distribución y consumo. Las consecuencias son evidentes en las disfunciones e injusticias de la vida contemporánea. (FINE y SAAD-FILHO, 2018, p.20)
Fine y Saad-Filho (2018) identifican la teoría económica neoclásica y ortodoxa como el pensamiento corriente principal. Arnsperger y Varoufakis (2008) señalan que existe una complejidad en la definición de la teoría neoclásica contemporánea porque “existe una lista interminable de modelos corriente principal que se distanciam entre si e a si próprios e de alguns, se não de todos, dos anteriores”. De acordo com Arnsperger e Varoufakis (2008) a corrente corriente principal substituiu o neoclassicismo ou a definição de neoclassicismo precisa ser repensada e abstraídas de uma lista de práticas neoclássicas.
Sin embargo, Arnsperger y Varoufakis (2008) identifican el núcleo de la teoría económica neoclásica y las similitudes entre la vieja teoría neoclásica y la contemporánea. Arnsperger y Varoufakis describen que la economía neoclásica está conceptualizada por el individualismo metodológico. Los críticos de la economía neoclásica a menudo identifican la economía neoclásica como modelos en los que todos los agentes están perfectamente informados, totalmente instrumentalmente racionales y absolutamente egoístas.
Arnsperger e Varoufakis consideram que definir o neoclassicismo desta forma seria talvez adequado na década de 1950, mas, atualmente deixa quase toda a Teoria Neoclássica moderna fora da definição. Arnsperger e Varoufakis afirmam que embora de fato nos últimos 40 anos a teoria neoclássica foi marcada pela emergência de inúmeros modelos, o Homo económico evoluiu para se assemelhar cada vez mais com cada um de nós - atores econômicos mal informados, com limitação racional, quase que irracional.
Arnsperger y Varoufakis insisten en que ninguno de los avances teóricos del neoclasicismo desalojó a la Teoría Económica Neoclásica contemporánea de su “anclaje metodológico, mantiene sus raíces firmemente dentro de la ciencia social liberal individualista”.
Esto significa que para el economista (neoliberal) los agentes económicos deben ser estudiados independientemente del conjunto social que sus acciones ayuden a realizar.El estudio de las acciones económicas podría concebirse absolutamente centrado en dos dimensiones; el consumo y el producto, ignorando por completo otra parte de la vida humana real como son los aspectos éticos, culturales y políticos.
En rigor, es como si los economistas neoliberales actuaran como un relojero que, ante un reloj extraño, estudia su función, concentrándose en comprender, inicialmente, la función de cada uno de sus engranajes y ruedas dentadas, independientemente del conjunto de las demás piezas. que se interrelacionan para hacer girar el reloj.
Fine e Saad-Filho (2018) descrevem na mesma direção, que o método neoclássico é simultaneamente a-histórico e a-social, o mais óbvio em função das funções de produção e utilidade que têm pouca ou nenhuma relação com a sociedade a que são aplicadas. Objetivo de superar um déficit teórico sobre a conceituação da teoria econômica neoclássica contemporânea e para uma discrição toxonômica Arnsperger e Varoufakis (2008) apontam três características do neoclassicismo; Individualismo metodológico, Instrumentalismo metodológico e Equilíbrio metodológico. 1) Individualismo metodológico es que el cuerpo de la teoría que consideramos neoclásica es la de su individualismo metodológico: la idea de que la explicación socioeconómica debe buscarse a nivel del agente individual.2) Instrumentalismo metodológico da economia neoclássica é que todo o comportamento é orientado pela preferência ou, mais precisamente, deve ser entendido como um meio para maximizar a preferência-satisfação. Com efeito, a Teoria Neoclássica é uma versão estreita de consequencialismo em que a única consequência que importa é a medida em que um índice homogêneo de preferência-satisfação é maximizado, tudo o que o economista faz seria instrumental para a satisfação de preferências.3) Instrumentalismo metodológico da economia neoclássica é a imposição de equilíbrio, isto é, presumir que o comportamento paira em torno de algum equilíbrio analítico descoberto e depois fazer perguntas sobre a probabilidade de que, uma vez em equilíbrio, o sistema tem uma propensão para ficar ou se afastar, o que é conhecido como "análise de estabilidade".
poder discursivo
Fine e Saad-Filho (2018) discorrem que a economia neoclássica depende de modelos matemáticos e de um método dedutivo correspondente à custa quase exclusiva de outras formas de raciocínio. Arnsperger e Varoufakis demonstram que se por um lado isto é decisivo para a ineficiência desta teoria econômica ao mesmo tempo é ai que reside o poder discursivo do neoclassicismo. Arnsperger e Varoufakis sentenciam que o poder discursivo do neoclassicismo se deve em grande parte à natureza oculta das três características da teoria neoclássica dispostas acima, o que torna ainda menos provável que os economistas neoclássicos sejam abertos a um debate pluralista sobre as características de sua teoria muito menos do seu percurso metodológico o que o constitui de fato como uma espécie de método assentado no raciocínio indutivo. Neste sentido, descrevem Arnsperger e Varoufakis, o equilíbrio metodológico não é nada mais do que o instrumentalismo metodológico (como é o caso da Teoria do Consumidor ou da Teoria dos Jogo), ou seja, uma imposição da Teoria do Equilíbrio não só é necessária para prever o resultado da interação, como também é essencial para definir as preferências dos agentes instrumentalmente. Para Arnsperger e Varoufakis na Teoria Geral do Equilíbrio os seus melhores profissionais afirmam-na categoricamente como sendo que há a convergência para algum equilíbrio geral, mas isto só pode ser provada em casos especiais restritivos. Arnsperger e Varoufakis consideram que a capacidade dos neoclássicos de atraírem financiamento de investigação e destaque institucional, explica-se em grande parte pelo seu sucesso em manter estas três características teóricas do neoclassicismo dispostas acima (Individualismo metodológico, Instrumentalismo metodológico e Equilíbrio metodológico) bem escondidas. Mais do que isto os economistas neoclássicos, encoraja-os a produzir todo o tipo de modelos, mas desestimula o pluralismo e penaliza qualquer desvio, ou mesmo discussão explícita sobre suas próprias características teóricas.
El esfuerzo individual del trabajador hoy en día suele modelarse en función del desempleo sectorial (por ejemplo, modelos de salarios de eficiencia), y las microestrategias de las empresas reflejan el entorno macroeconómico. Sin embargo, ya pesar de estos interesantes vínculos entre el microagente y el macrofenómeno, la trayectoria explicativa sigue siendo aquella que parte del agente y mapea, unidireccionalmente, a la estructura social. (ARNPERGER Y VAROUFAKIS, 2008, p.8)
É o que Fine e Saad-Filho descrevem que para os economistas neoclássicos escravos e proprietários de escravos, servos e senhores, homens e as mulheres (em todas as sociedades e épocas), bem como os capitalistas e os trabalhadores, são indiscriminadamente motivados exatamente da mesma forma, para maximizar o seu interesse próprio, quer seja expresso como lucro, utilidade ou o que quer que seja. Fine e Saad-Filho apontam que para os economistas marxistas, pelo contrário, os motivos econômicos desempenham um enorme papel, é da maior importância na forma como são formados e perseguidos em diferentes circunstâncias históricas. Os pressupostos arbitrários e perversos do Homo económico que se derivan de su dependencia de la racionalidad, dadas las preferencias y la única motivación del interés propio, son otros aspectos de oposición entre la Economía marxista y la actual. corriente principal. Esto no se debe a que estos puntos desafíen la elaboración teórica marxista, sino que la pregunta central es por qué los neoclásicos excluyen muchas cuestiones vitales en sus análisis y construcciones teóricas, como por qué tenemos las preferencias que tenemos y por qué nos comportamos de la manera que lo hacemos. él.
La singularidad de EM radica en la forma en que conceptualiza y explica la explotación y extrae sus consecuencias para comprender la naturaleza, la dinámica y las contradicciones del capitalismo. Como se indicó anteriormente, mientras que la economía neoclásica percibe la economía como una colección de individuos más o menos eficientemente organizados a través del mercado, EM es sistémico, identificando estructuras y procesos, agentes y relaciones y clases en toda la economía, en oposición a individuos simplemente relacionados. a través de la oferta y la demanda del mercado.
El poder del discurso de la economía neoclásica (neoliberal) radica en el efecto de la adopción del falsacionismo de la realidad en la economía, leyes generales falsables, imposibilidad de datos empíricos y construcciones teóricas.
Crítica Marxista à economia corriente principal
Miliband (1999, p. 471) dispõe que o modelo na forma clássica marxista de análise de classe
constitui um poderoso princípio organizador da análise social e política e proporciona o melhor método disponível capaz de dar sentido a coerência teórica e empírica à vasta cumulação de dados de todos os tipos que compõem o registro histórico e a vida atual da sociedade. (MILIBAND,1999, p. 471)
De acuerdo con Fine y Saad-Filho, la sociedad de clases se trata de quién trabaja, cómo y para quién, con qué consecuencias y, no menos importante, quién puede explotar a quién para apropiarse de la producción excedente sin haber trabajado para ella, excepto a través de la propiedad o la explotación exagerada. recompensas por ejercer el control y la gestión. Como bajo una monarquía, no todos pueden ser rey o reina, por lo que no todos pueden elegir ser capitalistas bajo el capitalismo; de lo contrario no habría trabajadores.
De esta manera, el contraste entre ME y economía se circunscribe y se hace explícito. corriente principal para lo cual el compromiso con el mercado está completamente en primer plano, sin cuestionar si el sistema de mercado y las relaciones de clase que representa siguen siendo apropiados y sin evaluar por qué los trabajadores son explotados en la forma sistemática que adopta el cambio técnico mediante el uso creciente de maquinaria. , los determinantes de los salarios, los precios y la distribución y el papel del sistema financiero y la recurrencia de las crisis económicas.
Es necesario considerar que la extraordinaria capacidad del capitalismo para desarrollar las fuerzas productivas se encuentra simultáneamente limitada y desviada por su compromiso con la ganancia privada frente a las formas colectivas de propiedad, control, distribución y consumo.
As consequências são evidentes nas disfunções e injustiças da vida contemporânea como, por exemplo, o Brasil hoje de acordo com a Empresa Brasileira de Pequisa Agropecuária (Embrapa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o Brasil tem o maior rebanho bovino do mundo e é o maior exportador desta carne enquanto que parcela da população brasileira enfrenta fila no açougue para receber doação de osso, porque não tem renda para comprar carne bovina como parte da sua sexta básica alimentar de subsistência.Este é o resultado de uma política econômica em que o mercado tem a prioridade e a supremacia da decisão, não há lógica um país ser o maior exportador de carne do mundo e sua população passar fome, quando que o justo, o equânime é o país abastecer e garantir prioritariamente o seu povo e exportar o excedente produzido. São estes pressupostos arbitrários e a motivação única de interesse próprio que caracterizam o Homo económico e devido a estas características que decorrem aspectos de oposição da EM com a ecomomia corriente principal.
A diferencia de la economía neoclásica, EM considera las clases sociales, en lugar de los individuos, como el punto de partida para comprender la naturaleza de la economía.
Fine y Saad-Filho (2011) señalan como categoría central de la EM la Teoría del Valor del Trabajo (TVT) y que es imperativo que el análisis de la economía neoliberal se movilice, coloque el concepto de TVT en el centro de la debate para aprehender este objeto de estudio: el capitalismo contemporáneo.
Según Fine y Saad-Filho, existen dos contrastes esenciales entre los mercados emergentes y los actuales. convencional;
Primeiro que é inadequado compreender a economia capitalista (ou qualquer outra) em termos de "equilíbrio", uma vez que nunca é alcançado na prática, e o seu uso analítico obscurece as fontes de conflitos e dinâmicas dentro da economia.
En segundo lugar, es necesario identificar las fuerzas del cambio y profundizar el análisis para comprender sus implicaciones y cómo interactúan entre sí. (FINE Y SAAD-FILHO, 2011, p.21)
Como tributários da Economia Política Clássica de Adam Smith e David Ricardo muitos economistas neoclássicos consideram que a TVT deve ser entendida como uma teoria de preço, quantificada pelo tempo de trabalho necessário para produzir as mercadorias e a formação de preços que podem ser derivados algebricamente pela relação de troca.
Já a conceitualização da EM compreende a TVT sendo que esse tempo de trabalho não envolve apenas o que se chama o trabalho "vivo" ou o tempo dos que trabalham no produto atual, mas também o trabalho morto, a mão-de-obra que foi anteriormente utilizada na produção das matérias-primas e equipamentos necessários à produção.
E esta é uma especificidade do capitalismo. Nas sociedades não capitalistas a produção de mercadorias e a maioria dos bens e serviços são produzidos para consumo direto e não para troca no mercado. Já no capitalismo, o mercado é o mais importante. Na sociedade burguesa há a produção generalizada de mercadorias. Na sociedade capitalista, os proprietários de mercadorias, via de regra, não procuram apenas ganhar a vida - eles querem (e devem) ter lucro (para sobreviver no mercado). Por esta razão, apontam Fine e Saad-Fiho (2011) “as decisões de produção e o nível e estrutura do emprego, bem como o nível de vida da sociedade, estão alicerçados na rentabilidade das empresas”. Outra especificidade da sociedade capitalista é o trabalho assalariado que embora assim como o dinheiro existisse em outras épocas é na sociedade capitalista que se torna preponderante como recurso para produção de excedente e não apenas para troca de mercadoria e subsistência o que ocorreu recentemente cerca de há 400 anos e em algumas outras regiões e países ainda mais recente. A Teoria Econômica Neoclássica define o capital como um conjunto de coisas, incluindo meios de produção, dinheiro e ativos financeiros. O corriente principal designa o conhecimento e as relações comunitárias como capital humano ou social. Para Marx isto é uma falsificação da realidade porque estes atributos humanos sempre existiram ao longo da história.
Um cavalo, um martelo ou um milhão de dólares pode ou não ser capital; isso depende do contexto em que são utilizados. Se estiverem envolvidos na produção com fins lucrativos através da produção direta ou indireta do emprego de mão-de-obra assalariada, então eles são capital; caso contrário, são simplesmente animais, ferramentas ou notas de banco. (FINE E SAAD-FILHO, 2011, p.26)
Além disso, ao contrário do que concebem os economistas neoclássicos, o capital não é apenas uma relação geral entre os produtores e vendedores de mercadorias, ou uma relação de mercado de oferta e procura. Em vez disso, envolve relações de classe de exploração. Esta relação social inclui duas classes, definidas pela sua propriedade, controle e utilização dos meios de produção. Por um lado, estão os capitalistas, que possuem o deputado, empregam trabalhadores e possuem o que eles produzem; por outro lado, estão os salários trabalhadores, que são empregados pelo capitalista e se dedicam diretamente à produção sem quaisquer direitos de propriedade sobre o que produzem.
Teoria do Valor do Trabalho e o sistema de exploração capitalista
Dados estos imperativos lógicos, tanto Adam Smith como David Ricardo se dieron cuenta de que los precios divergirán sistemáticamente del tiempo de trabajo necesario para producirlos. Tanto desde la perspectiva de Smith y Ricardo, como de Marx, se concluye que las mercancías deben tener una especie de recompensa incluida en su precio, una prima correspondiente a la cantidad de capital adelantado y el tiempo para producir la mercancía, en cuyo objetivo es la mayor ganancia para igualar la tasa de ganancia de los capitales adelantados.
Tendo em conta estes imperativos lógicos, tanto Smith e Ricardo perceberam que os preços irão sistematicamente divergir do tempo de trabalho necessário para a produção da mercadoria. Além disto, uma alteração significativa na procura afetará os preços temporariamente, bem como as rendas e os monopólios. A questão é até que ponto o valor (do trabalho) pode explicar e constituir quantitativamente o preço.
La respuesta de Marx es que sólo en una sociedad (básicamente capitalista) donde la producción de mercancías es omnipresente, la sociedad misma mide los diferentes tipos de trabajo entre sí a través del mecanismo de intercambio. para la economía corriente principal cualquier trabajo que se haya aportado a la producción de mercancías, ya sea en el pasado o en el presente, todo se observa desde el punto de vista de la relación de intercambio. Y todos los diferentes tipos de trabajo se hacen equivalentes, o más exactamente medibles entre sí, en términos de los precios que imponen.
Obviamente esta formulación capitalista es una falsificación de la realidad, no todos los trabajos cuentan de la misma manera. Cuanto más calificada o menos competente la mano de obra en las funciones de producción cuenta de manera diferente. Además, la intensidad de capital para la producción, la presencia de un monopolio y el pago de rentas configuran el valor de la mercancía.
Em caráter ilustrativo sobre a formação do preço a partir da observação das variáveis tal qual maior capital empregado, mais mão de obra qualificada, tempo gasto para a produção, se exibe aqui exemplos comparativos de setores econômicos diversos como setor energético em contraste com o da construção civil, o da indústria de aeronáutica com o setor de serviços alimentícios. Para identificação mais explícita pode-se observar mercadorias produzidas com um maior quantidade de capital intensivo como em uma companhia de energia nuclear em contraste com a indústria de construção que adota intensiva mão-de-obra ou mercadorias que demoram mais tempo para serem produzidas como aviões em contraste com as refeições dos restaurantes. A rigor a EM reconhece que a mercadoria capitalista é um sistema que liga a produção por mão-de-obra assalariada com a compra e venda de mercadorias com fins lucrativos. Ben Fine e Saad-Filho destacam três problemáticas a este respeito a partir de Marx;
1/ A forma como um sistema baseado na troca no mercado livre pode gerar lucros e, simultaneamente, ocultar a captura de mão-de-obra excedentária dos trabalhadores assalariados.
2/ Como os lucros podem aumentar, especialmente através do desenvolvimento de novos métodos e processos de produção sob o capitalismo (a partir do simples modernização do sistema de fábrica, por exemplo, algo que tende a ser negligenciado pela relação da função na economia social e de mercado da produção do trabalhado assalariado).
3/ Qual as consequências econômicas e sociais da forma como a produção capitalista evolui (cada vez mais sob controle empresarial ou, hoje em dia, financeiro), e como tais desenvolvimentos prepararam a conjuntura para a superação do capitalismo.
A explicação de Marx está fundamentada na especificação das relações de classe do capitalismo, nomeadamente entre capital e trabalho. Enquanto os capitalistas são donos dos meios de produção, a classe do trabalho só podem ter acesso ao trabalho e a um meio de subsistência razoável se venderem a sua capacidade de trabalhar como trabalhadores assalariados. Esta distinção entre a capacidade de trabalhar e o próprio trabalho é decisiva para compreender o capitalismo, e é a capacidade de trabalhar, que Marx chamou força de trabalho, que é comprada e vendida (como se fosse o trabalho em si uma mercadoria). Com o salário a ser também uma variável tal qual um produto, bem como para os estudiosos da economia puramente interessados com a oferta e a procura. Fine e Saad-Filho (2011) apresentam a crítica que Marx faz a Smith dobre o que ele acredita na simples regra de preços quando os instrumentos e máquinas são utilizados na produção. A razão é que, para além dos trabalhadores, os proprietários de capital também têm direito ao valor do produto sob a forma de lucro (e proprietários de terras a uma renda), e por conseguinte este valor deve ser refletido na formação do preço. É neste ponto que reside a discordância de Marx a Smith porque esta troca simples e direta (em proporção ao tempo de trabalho de produção) não é tipica em qualquer sociedade humana a não ser na capitalista e na construção abstrata teórica de Smith. Embora as trocas de mercadorias baseiam-se nas relações quantitativas de equivalência entre os diferentes tipos de trabalho, esta relação é indireta. Marx desenvolve rigorosamente a sua própria análise de valor e sistematicamente numa explicação dos valores que estão na base da mercadoria e dos preços sob o capitalismo. A inovação conceitual de Marx é o que denominou de fetichismo da mercadoria, uma categorização que identifica o valor de troca, mas também o valor de uso, distingue as relações entre preço e utilidade. A EM demonstra as relações da formação dos preços para a troca de mercadorias para desvendar as relações sociais entre aqueles que produzem essas mercadorias e como o fetichismo da mercadoria permite a exploração de relações ligadas ao capitalismo.
A Mais-Valia
Os capitalistas combinam os fatores de produção, geralmente adquiridos de outros capitalistas, com a mão-de-obra de trabalhadores assalariados contratados no mercado para produzir mercadorias para venda com lucro. O circuito do capital industrial capta os aspectos essenciais das formas de produção capitalista. Marx chama valor excedente a diferença entre o dinheiro investido, empregado no processo produtivo e o que excede a partir da venda da mercadoria produzida. O valor excedente é a fonte de lucro industrial e comercial e outras formas de receitas excedentárias, tais como juros e aluguel. O valor excedente não pode surgir apenas por troca. Embora alguns possam se beneficiar da venda de mercadorias acima do seu valor (troca desigual), por exemplo, por comerciantes sem escrúpulos e especuladores, isto não é possível para todos os vendedores. Porque os vendedores são também compradores e se todos os vendedores cobrassem mais 10% aos clientes, tais ganhos seriam ser perdido para os fornecedores, e ao final não haveria lucro extra com este exercício. Outro fator é de que a concorrência tende a aumentar a oferta em qualquer setor que ofereça lucros excepcionais, acabando por eliminar as vantagens individuais ou da astúcia. Conforme descrito aqui de início nesta seção o circuito do capital mostra que a mais-valia é a diferença entre o valor da saída do capital e o valor da entrada do capital. De modo que como constatamos a diferença não pode ser devida por trocas desiguais, o incremento do valor deve derivar do processo de produção. Segundo Marx, a mais-valia surge da utilização na produção de uma mercadoria, que deve ter a propriedade não só de ser capaz para criar novo valor mas também mais valor novo do que ele próprio custa.
com clareza a origem e a natureza da mais-valia, considera-se o trabalho excedente + o trabalho necessárío, em suma, a jornada global de trabalho como grandeza fixa, perdem-se de vista as diferenças na magnitude da mais-valia, não se toma conhecimento da produtividade do capital, da extração coercitiva do trabalho excedente, formado pelo trabalho excedente absoluto e ainda pelo impulso endógeno do capital de reduzir o tempo de trabalho necessário; assim, não se esclarece a razão histórica do capital. (MARX, 1980, p. 837)
Marx é muito claro ao afirmar que apenas o fato de um produto entrar no processo produtivo e sair de outro, por si só independentemente do contexto ou da intervenção humana isto não cria mais-valor. E isto tem de ficar compreendido porque ai designa a presunção dos dois aspectos da mercadoria, o valor de utilização e o valor de troca. De tal forma que o valor não é um produto da natureza (embora dependa dele) nem uma substância fisicamente incorporado na mercadoria: o valor é uma relação social (Fine e Saad-Filho, 2011) entre a mercadoria produzida que aparecem como valor de troca, uma relação entre as coisas. Mercadorias e os serviços só possuem valor sob certas circunstâncias sociais e históricas. Por esta razão o valor deve ser entendido como uma relação social típica das sociedades capitalista, a sua fonte - e a origem da mais-valia - deve ser o desempenho da produção de mercadorias pela mão-de-obra assalariada. Uma vez que as entradas da mercadoria, do capital e da força de trabalho são fisicamente misturadas no processo até a sua saída, o seu valor é transferido, e faz parte do valor da produção. Mais do que agregar valor com a transformação da matéria-prima, do produto, o valor da transferência no emprego em si da mão-de-obra que acrescenta simultaneamente um novo valor ao produto. O fator decisivo é que o valor dos meios de produção é meramente transferido, portanto a produção só é rentável se houver a exploração do capitalista sobre o trabalhador, se o valor acrescentado exceder os custos salariais;
excedente valor é a diferença entre o valor acrescentado pelos trabalhadores e o valor da mão-de-obra. Dito de outra forma, os trabalhadores assalariados são explorados porque trabalham durante mais tempo do que o tempo necessário para produzir os bens que podem comprar com os seus salários. Para a restante do seu tempo de trabalho, os trabalhadores são explorados - produzem valor (excedente) para os capitalistas. (FINE E SAAD-FILHO, 2011, p.28)
O valor formado através da exploração e da extração de excedentes é uma característica sistêmica do capitalismo. Em suma, a exploração é o combustível que move a produção e a troca capitalista. Marx categoriza ainda em Mais-Valia Absoluta e Mais-Valia Relativa;
a) Mais-Valia Absoluta é caracterizada pelo aumento da intensidade de trabalho condensando mais trabalho no mesmo tempo de trabalho. O aumento do esforço, velocidade e concentração do trabalhador aumenta o nível de produção e reduz a unidade custos; por conseguinte, a rentabilidade aumenta. Isto é o trabalhador produz mais mercadorias, e cria mais valor, pela mesma hora de trabalho. Pode ser ainda o alongamento da jornada de trabalho ordinária ou hora-extra ou a disponibilidade de dispositivos telemóveis e computadores que permite que os empregados estendam para jornadas de 16 a 18 horas por dia. b) Mais-Valia Relativa que é o aumento da produtividade, principalmente através da introdução de novas máquinas no processo produtivo, reduzindo assim a mão-de-obra e o custo com o salário o que vai contribuir para aumentar a rentabilidade.
Conclusión
Es posible concluir que la EM representa la mayor amenaza intelectual para la economía. corriente principal, como também o arcabouço teórico mais potente para a oposição ao capitalismo e ao seu modelo sistêmico de exploração. Portanto, não é surpreendente que a EM é implacavelmente evitada no ensino e na investigação científica. A EM desafia em todas estas frentes da Teoria da Economia Neoclássica no que se circunscreve o individualismo metodológico, métodos matemáticos, métodos empíricos, o dualismo positivo-normativo e a Teoria Geral do Equilíbrio. É também necessário a superação do poder da Economia Financeira (Beluzzo, 2016) porque hoje compõe parte substancial do lucro das próprias indústrias que buscam a lucratividade no mercado de capitais e não no aumento da produtividade distribuindo os dividendos entre os controladores acionários sem produzir valor novo, o que conforma uma metamorfose do capital. Neste aspecto a EM reconhece a mais-valia como vetor excepcional do modo de produção capitalista capaz de desenvolver tecnologia e as forças produtivas, de elevar o nível de vida, mas contraditoriamente de forma concomitante é também este modo de produção que condena à exploração brutal dos trabalhadores, ao inevitável e volátil desemprego em massa, genocídio, a destruição descontrolada do meio-ambiente, miserabilidade, população famélica ao mesmo tempo que todos os meios para abolir estas condições estão prontamente disponíveis. Simultâneamente que proporciona realizações inigualáveis em educação, saúde e cultura as diretrizes da economia corriente principal condiciona a exclusão de parte majoritária da população o acesso a estes bens além de outras formas de opressão humana, racial e étnica. Sendo a ligação entre teoria e a prática característica fundamental do marxismo e considerando que a ascensão do neoliberalismo que estabeleceu uma elite econômica ainda mais poderosa ocorreu após a subtração da agenda a Revolução Social, é a revitalização da EM que proporciona elementos, de pluralismo por excelência, para uma reorientação da economia a partir da organização política da classe trabalhadora e de suas instituições de representação (partidos, sindicatos, mandatos parlamentares, governos) para direcionar a sociedade em uma perspectiva de futuro de prosperidade, crescimento, desenvolvimento e distribuição da riqueza produzida para quem a produz.
Periodista, trabajó como reportero en una serie de reportajes sobre la trama conocida como la Mafia de las Sanguijuelas. Ganó el Premio de Periodismo del Movimiento Nacional de Derechos Humanos y el Premio de Periodismo Económico de la FIESC.
Referencias
ARNSPERGER, C.; VAROUFAKIS, Y. (2008), Neoclassical Economics: Three Identifying Features. In: E. Fullbrook, ed. Pluralist Economics. London: Zed Books, 2008.BELUZZO. Gonzaga Luiz. La capital: E suas metamorfoses. São Paulo: Unesp, 2016FINE, Ben.; SAAD-FILHO, Alfredo. (2018) Marxist economics. Fischer, L. et al. Rethinking Economics: An Introduction to Pluralist Economics, London and New York: Routledge, 2018. MARX, Karl. Teorías de la plusvalía: História crítica do pensamento econômico: livro 4 de O capital. São Paulo: Difel, 1984.MILLIBAND, Ralph. Análise de classes. In: GIDDENS, A.; TURNER, J. Teoria social hoje. São Paulo: Unesp, 1999.
*Este es un artículo de opinión, responsabilidad del autor, y no refleja la opinión de Brasil 247.

