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Arturo Virgilio Neto

Diplomático, fue diputado federal, senador, dos veces líder del gobierno de Fernando Henrique Cardoso, ministro jefe de la Secretaría General de la Presidencia de la República, líder de la oposición en el Senado al presidente Luiz Inácio Lula da Silva y tres veces alcalde de la capital de la Amazonia - Manaus.

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Rumo às prévias com muita confiança

Desmontarei o mito de que a Zona Franca de Manaus desserviria ao país, quando a verdade aponta que é ela a sustentar 95% da cobertura florestal original do Amazonas

Zona Franca de Manaos (Foto: Agência Brasil)

O Partido da Social Democracia Brasileira cumpriu a primeira fase da vanguardista decisão de promover prévias partidárias para a escolha do nome que o representará nas eleições presidenciais de 2022. Um momento particularmente feliz para o Amazonas e para mim, que oficializei meu nome como um dos quatro líderes nacionais que entrarão na luta. O PSDB faz história agora, como fez quando derrotou a hiperinflação, implantou a Lei de Responsabilidade Fiscal, promoveu toda uma geração de reformas estruturais, equilibrou as finanças caóticas que encontrou e ofereceu a nação, que não tinha moeda séria, a estabilidade econômica adotando cuidadosa e competentemente o Real, que também veio para ficar e gerar estabilidade econômica, devolvendo ao povo a autoestima que o populismo e a incompetência haviam surrupiado dos brasileiros.

Imediatamente, após confirmar minha inscrição, comecei a apresentar uma ousada plataforma de governo que pretendo defender nessa caminhada dura e desigual, que servirá para esclarecer os brasileiros sobre questões estratégicas que, imemorialmente, têm sido negligenciadas. O pontapé inicial foi em São Paulo, onde participei de reunião com a Secretaria de Relações Exteriores do Estado, abrindo densa discussão sobre a importância da Amazônia, da floresta em pé, da proteção aos “rios voadores” que banham de chuvas e generosidade grande parte do Brasil, além de Argentina e Uruguai. Falei da relevância dos nossos grandiosos rios, cheios de uma água doce, potável e de fácil extração, que tanta falta começa a fazer quase que ao mundo inteiro. Falei do banco genético mais rico do planeta que, se explorado com cuidado científico e o auxílio dos nossos índios e caboclos, representará a prosperidade do Amazonas, da Amazônia e do Brasil. Chega de conspirações contra o futuro da região mais estratégica do Brasil, essencial para o equilíbrio climático do planeta. Falei de recompor o prestígio da diplomacia brasileira, antes muito admirada e hoje tão depreciada.

Depois, fui a Brasília, reunir-me com o senador Tasso Jereissati colocando as mesmas pautas e, em breve, estarei com o governador Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul. É um exercício de democracia e respeito que jamais deixarei de exercer. Meu objetivo nessas prévias presidenciais é dar um recado forte e definitivo em defesa da Amazônia e de um povo que, cercado de tantas riquezas, não pode ser pobre e nem amesquinhado por quem quer que seja.

Desmontarei o mito de que a Zona Franca de Manaus desserviria ao país, quando a verdade aponta que é ela a sustentar 95% da cobertura florestal original do Amazonas. Sem ela, desaparece a floresta, emagrecem os rios, a biodiversidade é destruída e desperdiçada. O preconceito contra a ZFM é fruto do desconhecimento de milhões de brasileiros. Quero ir aos corações e mentes desses patrícios, ainda alienados, e de empresário de visão mesquinha.

Aprecio o poderoso agronegócio brasileiro, superior ao da França e fazendo jogo duro com o dos EUA. Pergunto: derrubada a floresta e reduzindo os grandes rios a igarapés, como o agronegócio nacional sobreviveria? Sem água? Nunca, amigas e amigos! Tudo, neste país, depende da nossa região e ponto final. Mesmo se eu não fosse amazonense, jamais seria ignorante em relação ao Amazonas, assim como não sou no tocante aos dramas e às possibilidades do Nordeste. Considero uma cafonice infinita alguém desejar ser presidente da República e não entender de Amazônia, desconhecer seu potencial econômico trilionário.

Acorda Brasil!

*Este es un artículo de opinión, responsabilidad del autor, y no refleja la opinión de Brasil 247.