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Alex Solnik

Alex Solnik, periodista, es autor de "El día que conocí a Brilhante Ustra" (Editorial Geração)

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Sem Lula, próximo presidente será quem disputar 2º turno com Bolsonaro

"Sem Lula (31%) na parada, Bolsonaro salta de 15% para 20% e lidera todas as pesquisas da eleição presidencial de 7 de outubro no primeiro turno, por mais inacreditável que pareça. Se Lula ficar fora, tudo indica que Bolsonaro já está garantido no segundo turno", diz o colunista Alex Solnik, acrescentando haver indícios "de que, se Lula não for candidato, Bolsonaro já está no segundo turno e a segunda vaga turno deverá ser decidida entre Ciro Gomes (8%) e Marina Silva (13%)"

"Sem Lula (31%) na parada, Bolsonaro salta de 15% para 20% e lidera todas as pesquisas da eleição presidencial de 7 de outubro no primeiro turno, por mais inacreditável que pareça. Se Lula ficar fora, tudo indica que Bolsonaro já está garantido no segundo turno", diz o colunista Alex Solnik, acrescentando haver indícios "de que, se Lula não for candidato, Bolsonaro já está no segundo turno e a segunda vaga turno deverá ser decidida entre Ciro Gomes (8%) e Marina Silva (13%)" (Foto: Alex Solnik)

Sem Lula (31%) na parada, Bolsonaro salta de 15% para 20% e lidera todas as pesquisas da eleição presidencial de 7 de outubro no primeiro turno, por mais inacreditável que pareça. Se Lula ficar fora, tudo indica que Bolsonaro já está garantido no segundo turno.

As intenções de voto no ex-presidente se dividem entre vários candidatos. Surpreendentemente, ajudam Bolsonaro a subir. Também surpreendentemente, o candidato de esquerda mais beneficiado é Ciro Gomes, que dobra de 4% para 8%, e não Boulos ou Manuela, que continuam entre 1% e 2% e nem Haddad, também na mesma faixa.

Ciro, que é quem, a essa altura está mais próximo de ocupar a segunda vaga do segundo turno é justamente aquele com quem nem o PT nem Lula querem mais saber de conversa, a se acreditar que Lula proibiu Jaques Wagner de falar em apoio a Ciro. Deve ser verdade, pois confirma o que Gleisi Hoffmannn tem dito e repetido e ela é a voz de Lula na prisão.

A grande rejeição a Temer está impedindo tanto o seu crescimento, quanto o de candidatos de direita parecidos com ele, como Alckmin.

Embora às vezes dê impressão que Alckmin rejeita se aliar a Temer e às vezes pareça que topa, esse namoro, dando ou não em casamento, já o contaminou. Vai ser difícil convencer os eleitores de que são diferentes. De que Alckmin vai fazer diferente de Temer – que esvaziou os bolsos dos brasileiros e comprometeu o futuro do Brasil. Também vão pesar contra o ex-governador de São Paulo as citações na Lava Jato, ainda que ligeiras, mas que serão reverberadas durante a campanha.

Há indícios, portanto, de que, se Lula não for candidato, Bolsonaro já está no segundo turno e a segunda vaga turno deverá ser decidida entre Ciro Gomes (8%) e Marina Silva (13%).

Se, por um lado, está fácil cravar que Bolsonaro já está no segundo turno se Lula continuar preso, também não é necessário consultar as pitonisas para prever que no segundo turno ele não leva.

Por ser o candidato de uma minoria de extrema-direita do eleitorado, e que assusta a classe média, não vai encontrar aliados na disputa final. Qual partido respeitável vai querer se aliar a um defensor da ditadura e da tortura?

Todos os candidatos perdedores e seus eleitorados irão se unir contra ele, essa é a tendência. Ele não vai aumentar sua pontuação no segundo turno.

Se Lula não for candidato, o próximo presidente do Brasil será quem disputar o segundo turno com Bolsonaro.

*Este es un artículo de opinión, responsabilidad del autor, y no refleja la opinión de Brasil 247.