Bolsonaro celebra aprovação de Mendonça: “conseguimos enviar ao STF um homem terrivelmente evangélico”
Na primeira manifestação pública após o Senado aprovar sua indicação, Bolsonaro disse que era um compromisso seu enviar à Suprema Corte "alguém com Deus no coração". Assista
247 - Jair Bolsonaro comemorou nesta quinta-feira (2) a aprovação, pelo Senado, de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal.
Durante evento com militares, Bolsonaro reiterou a condição de evangélico de Mendonça em novo ataque à laicidade do estado. “Conseguimos enviar para o STF um homem terrivelmente evangélico, um compromisso nosso de mandar para a Suprema Corte alguém com Deus no coração", disse Bolsonaro.
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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (1°), por 47 votos a 32, o advogado e pastor presbiteriano André Mendonça para ocupar a vaga deixada pelo ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal. A votação superou as previsões de que o indicado poderia passar “raspando”. Ele precisava da maioria absoluta, 41 votos dos 81 senadores.
“Estoy muy contenta de estar aquí en este podio en este día histórico”, declaró la senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), relatora de la nominación. Según ella, el proceso fue histórico porque era la primera vez que una mujer informaba sobre una nominación a la Corte Suprema. El dictamen de la senadora, previamente aprobado por la Comisión de Constitución y Justicia, fue abrumadoramente favorable al “terriblemente evangélico” André Mendonça. Eliziane también es cristiana evangélica.
En una declaración desde la tribuna, poco antes del anuncio del resultado por parte del presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), la relatora defendió enfáticamente la aprobación de André Mendonça. Según ella, era "muy claro y evidente" que el candidato cuenta con todas las "calificaciones técnicas" para ocupar el cargo en el Tribunal Supremo. "Nadie puede ser vetado por sus creencias religiosas, ni este es un criterio para ser nominado al Tribunal Supremo", argumentó Eliziane.
Clima morno na CCJ
Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), o nome do advogado e pastor havia sido aprovado por 18 votos a favor e nove contra. Algumas expectativas de que a sessão da comissão seria tensa não se confirmaram. Ao contrário, a reunião foi morna. Mesmo a inquirição mais assertiva e crítica do senador Fabiano Contarato (Rede-ES) terminou com o parlamentar amistosamente abraçando e dando tapinhas nas costas do indicado ao STF por Bolsonaro.
Ainda na comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM) saudou Mendonça, a relatora (“evangélica e mulher”) Eliziane Gama, pastores evangélicos e encerrou o discurso: “Abaixo de Deus só o STF, no Brasil”.
A sabatina do pastor e advogado Mendonça se transformou em uma novela de quatro meses e meio. Bolsonaro o indicou no dia 13 de julho. Desde então, o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se recusou a pautar a inquirição na comissão. No período, o senador se valeu de evasivas e subterfúgios. Por fim, muito pressionado, acabou cedendo. Alcolumbre era abertamente contrário a Mendonça no STF.
Mendonça é o segundo nome indicado por Bolsonaro e aprovado para o STF. O primeiro, Nunes Marques, tem adotado posições francamente favoráveis ao chefe do governo.
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