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Celso de Mello coloca em jogo sua biografia

Há 17 anos, numa situação idêntica a vivida pelos réus do mensalão, ministro votou pela separação de poderes por entender que "um congressista, durante o seu mandato, somente poderia ser afastado do cargo mediante ato da mesa legislativa"; ontem vacilou, alegou gripe e faltou. E hoje, o que dirá?

Celso de Mello coloca em jogo sua biografia

247 – Depois de se ausentar do julgamento da Ação Penal 470, do mensalão, alegando uma forte gripe, o ministro Celso de Mello é aguardado hoje para desempatar a questão da perda de mandato parlamentar para os condenados no processo. O processo foi interrompido na última segunda-feira (10) quando o placar estava em 4 votos a 4.

El tema es controvertido porque la Constitución Federal tiene dos interpretaciones al respecto. La primera se refiere a la condena en un proceso penal, que constituye la base para la suspensión de los derechos políticos. La segunda interpretación establece una excepción para los parlamentarios, estableciendo que solo las respectivas cámaras legislativas pueden decretar la pérdida del mandato tras un proceso interno específico.

El día 6, el debate en el Tribunal Supremo comenzó con los votos del presidente de la institución y relator del caso, Joaquim Barbosa, y del ministro revisor, Ricardo Lewandowski. Presentaron votos en contra. Barbosa defiende la pérdida inmediata del mandato por una condena penal, mientras que Lewandowski afirma que la intervención política no es competencia del Tribunal Supremo.

Sin que su voto se haya contabilizado oficialmente, el ministro Celso de Mello ha indicado, en las dos últimas sesiones, que probablemente seguirá la interpretación de Barbosa. Según el relator, la pérdida del mandato debe ser decretada judicialmente por el Supremo Tribunal Federal (STF), y la función del Congreso Nacional es simplemente ratificar la decisión.

Se optar mesmo pela cassação, o ministro irá de encontro com seus próprios princípios. Há 17 anos ele já se manifestou radicalmente contra este tipo de decisão. Em 1995, ele acatou recurso impetrado por um vereador de Araçatuba (SP) que questionou a cassação de seu mandato após ter sido condenado criminalmente.

No seu voto, o ministro Celso de Mello afirmou na época que um congressista, durante o seu mandato, somente poderia ser afastado do cargo mediante ato da mesa legislativa. (Com informações da Agência Brasil)