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Flávio Bolsonaro elogia Zelensky e diz que guerra da Ucrânia é prova de que "armas salvam vidas"

O senador Flávio Bolsonaro usou a resistência da Ucrânia contra os russos, organizada principalmente por milícias nazistas, para defender o armamento

Flávio Bolsonaro elogia Zelensky e diz que guerra da Ucrânia é prova de que "armas salvam vidas" (Foto: © Ukrainian President's Office via ZUMA Press Wire Service/dpa | ABr)

247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL) elogiou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para defender sua pauta pró-armamento, exaltando a resistência da Ucrânia — organizada principalmente por milícias nazistas, que tem armado e treinados setores de civis que querem enfrentar os russos.

Em sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que discutiu o chamado PL das armas, na quarta-feira, 9, Flávio disse:

"Quer a prova real de que armas salvam vidas? Foi o que fez o presidente da Ucrânia agora, nessa guerra com a Rússia. Assim que começou a guerra, a primeira coisa que o atual presidente fez – porque havia passado legislação para desarmar a população – foi conceder o porte de armas para a população civil, foi dar fuzil para a população defender a sua soberania, a sua pátria. É para isso que servem as armas também".

O PL defendido pelo senador bolsonarista amplia a permissão de uso de armas para colecionadores e atiradores, os chamados CACs. No entanto, a maioria dos membros da CCJ votou para suspender a tramitação do projeto, aprovando um pedido de vistas proposto pela senadora Eliziane Gama (Cidadania).

A defesa de Bolsonaro às organizações milicianas de extrema direita na Ucrânia é antiga. Durante anos, a extrema direita brasileira falou em “ucranizar o Brasil”. A Ucrânia, em 2014, foi vítima de um golpe de Estado promovido pelos Estados Unidos com a liderança de grupos nazistas, que iniciaram massacres, torturas e repressão contra setores apoiadores da Rússia ou da etnia russa.

O governo Bolsonaro, no entanto, seguindo os interesses de empresários brasileiros, decidiu se manter neutro em relação à situação na Ucrânia e se colocou contra as sanções ocidentais à Rússia.

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