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Juiz João Marcos Buch fala à TV 247 sobre literatura e o sistema carcerário

Titular da Vara de Execuções Penais de Joinville, Santa Catarina, o magistrado conversou com o jornalista Leonardo Attuch nesta tarde sobre seu projeto de literatura entre detentos, pelo qual recebe um prêmio hoje em São Paulo, e faz críticas ao sistema carcerário; "O Estado não tem que construir presídios, e sim escolas, espaços culturais", defende; assista à íntegra

Titular da Vara de Execuções Penais de Joinville, Santa Catarina, o magistrado conversou com o jornalista Leonardo Attuch nesta tarde sobre seu projeto de literatura entre detentos, pelo qual recebe um prêmio hoje em São Paulo, e faz críticas ao sistema carcerário; "O Estado não tem que construir presídios, e sim escolas, espaços culturais", defende; assista à íntegra (Foto: Gisele Federicce)

247 - A TV 247 recebeu nesta tarde o juiz de Direito João Marcos Buch, titular da Vara de Execuções Penais de Joinville, Santa Catarina, que tem um projeto de literatura dentro de presídios. Ele está sendo premiado nesta segunda-feira 4 por conta dessa iniciativa, que já levou detentos a publicar livros.

"É uma obrigação do poder Judiciário e do juiz de Direito terem a preocupação de que a lei seja cumprida e de que as condições dentro de uma unidade prisional tenham alguma dignidade de vida", disse.

O magistrado destacou ainda que, em regra geral, o Estado não oferece atividades diárias, nem trabalho aos detentos, embora eles tenham direito de trabalhar.

Buch lembrou que a maior parte da população carcerária brasileira é formada por jovens de 18 a 28 anos, e que essa juventude não tem qualquer expectativa de vida. Ele ressalta que a construção de novos presídios não é solução. "O Estado não tem que construir presídios, e sim escolas, espaços culturais", defende.

O juiz comentou ainda sobre o discurso de ódio que temos observado com mais frequência no Brasil nos últimos anos. "É muito perigoso o discurso do ódio, ele é um discurso fascista e pode levar a vitimar toda a sociedade brasileira", afirmou.

Ele alerta para que não entremos "nessa onda". "Eu faço isso todos os dias, tenho que respirar fundo e dizer: 'eu não posso reagir com mais ódio, eu tenho que trazer esclarecimento'".