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Kennedy: ao dizer que quer vencer Lula na urna, PSDB legitima candidatura

Jornalista Kennedy Alencar observa que, ao assumir a presidência do PSDB e atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no sábado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tentou "tirar espaço de Jair Bolsonaro e polarizar com Lula"; "Se até tucanos admitem que seria melhor Lula disputar, uma eventual exclusão do petista da eleição pela Justiça tenderá a transformar o ex-presidente em vítima e poderá aumentar o potencial de transferência de voto dele para outro candidato do campo da esquerda", diz Kennedy

Jornalista Kennedy Alencar observa que, ao assumir a presidência do PSDB e atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no sábado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tentou "tirar espaço de Jair Bolsonaro e polarizar com Lula"; "Se até tucanos admitem que seria melhor Lula disputar, uma eventual exclusão do petista da eleição pela Justiça tenderá a transformar o ex-presidente em vítima e poderá aumentar o potencial de transferência de voto dele para outro candidato do campo da esquerda", diz Kennedy (Foto: Paulo Emílio)

247 - O jornalista Kennedy Alencar observa que, ao assumir a presidência do PSDB e atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no sábado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tentou "tirar espaço de Jair Bolsonaro e polarizar com Lula. Acontece que Bolsonaro fica mais confortável num estilo agressivo", ressalta.

Segundo ele, "parcela dos eleitores do deputado federal do PSC já votou no PSDB em eleições presidenciais passadas. É um segmento de extrema-direita que sempre existiu no Brasil e que, por inércia, optou por tucanos como José Serra nas eleições de 2002 e 2010, Aécio Neves em 2014 e o próprio Alckmin em 2006. Agora, esse segmento, muito ativo nas redes sociais, tem um candidato para chamar de seu" e "a radicalização do discurso do PSDB desde 2014 abriu espaço para Bolsonaro. Alckmin tenta recuperar parcela desses eleitores. Mas será tarefa dura", avalia Kennedy.

"No principal cenário da última pesquisa Datafolha, o governador paulista teve apenas 6% de intenção de voto. É pouco para quem já disputou a Presidência e governa o principal Estado do país. Bolsonaro marcou 17% nesse cenário. Há uma distância grande hoje que Alckmin ainda precisa percorrer para polarizar com Lula", diz o jornalista.

"Se até tucanos admitem que seria melhor Lula disputar, uma eventual exclusão do petista da eleição pela Justiça tenderá a transformar o ex-presidente em vítima e poderá aumentar o potencial de transferência de voto dele para outro candidato do campo da esquerda", acrescenta Kennedy.

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