Lava Jato tentou fabricar escândalo para impedir vitória de Dilma contra Aécio em 2014
Mas Dilma, com 51,6% dos votos, acabou vencendo a disputa com Aécio Neves, para o desgosto de quem tanto trabalhou no sentido contrário
Por Márcio Chaer, en conjur - A imprensa brasileira sempre teve importância fundamental em grandes momentos históricos do país. Um exemplo foi a capa da revista Veja do dia 23 de outubro de 2014, três dias antes da eleição presidencial daquele ano.
O segundo turno caiu num domingo. Na véspera, a notícia bombástica, espalhada em outdoors erguidos em todo o país, informava que "o doleiro Alberto Youssef, caixa do esquema de corrupção na Petrobras, revelou à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, na terça-feira passada (dia 21), que Lula e Dilma Rousseff tinham conhecimento das tenebrosas transações na estatal". "Eles sabiam de tudo", explodia a manchete.
Pero Dilma, con el 51,6% de los votos, terminó ganando la contienda contra Aécio Neves, para gran consternación de quienes se esforzaron tanto en oponerse a ella. Esta gran hazaña periodística, sin embargo, adquiere un cariz diferente cuando se examina la participación de Sergio Moro, la Policía Federal, el Ministerio Público Federal y los periodistas en este escandaloso episodio.
Até agora, a manobra era criticada pelo seu vazamento. Agora se sabe que as quatro linhas do "depoimento" — na verdade, um "adendo" de uma delação que ainda não existia — foram fabricadas apenas para viabilizar a reportagem. A prova está em vídeo (Click aquí para escuchar).
El propio Moro presidió la audiencia preliminar, cuando el caso ya estaba bajo la jurisdicción del Supremo Tribunal Federal. Dirige claramente la labor que debían realizar la policía y el Ministerio Público Federal. Para asegurar la adenda de Youssef, prometió: si Teori Zavascki no aprobaba el acuerdo de culpabilidad, él, Moro, concedería los beneficios del caso, como ya lo había hecho en negociaciones similares. Teori aprobaría el acuerdo de culpabilidad en diciembre.
A produção desse momento da "lava jato" foi protagonizada pelo delegado da PF Márcio Anselmo e pelos procuradores Diogo Castor de Mattos e Roberto Pozzobom, sob a direção de Sergio Moro e Rodrigo Janot.
Alberto Youssef, preso havia mais de sete meses, estava com problemas de saúde — o que o levou a ser hospitalizado, mas só depois de concordar com o depoimento contra o PT. A própria revista reproduziu o "adendo" com que o doleiro comprou sua alforria:
"Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:
– ¡El Planalto lo sabía todo!
– Mas quem no Planalto? ...
– Lula e Dilma, respondeu o doleiro".
La falsificación del testimonio extraído con fórceps enfureció a los abogados. Sérgio Moro no tenía autoridad sobre el acuerdo de culpabilidad de Youssef, pero fue él quien organizó el testimonio, en contacto con los abogados, la policía y el Ministerio Público Federal. Fue bajo presión del juez que el blanqueador de dinero fue llevado a declarar.
As "discrepâncias" do depoimento quando ainda não havia delação foram registradas nas impugnações feitas pelos advogados. Mas o domínio lavajatista escolhia as verdades que queria. O gerente da Petrobras, Pedro Barusco, sempre declarou que recebia propinas na empresa desde a década de 90. Mas, obedecendo os procuradores, só lançou nas planilhas as propinas recebidas a partir de 2003, porque foi orientado no sentido de que a "lava jato" não cobria os períodos anteriores. Ou seja, o objeto do processo eram os governos do PT. Mais ainda: ele foi proibido de citar autoridades com foro em Brasília para que a delação não escapasse de Curitiba.
Youssef jamais admitiu a seus advogados saber qualquer coisa sobre o Palácio do Planalto. O que ele sempre informou foi que as conversas sobre dinheiro com o PT se davam por meio do ex-deputado José Janene, que, por sua vez, relacionava-se com Paulo Roberto da Costa. Jamais disse uma palavra sobre Dilma ou Lula.
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