"Lira é um espanto", diz Eliane Cantanhêde
Para a jornalista, a gestão de Arthur Lira à frente da presidência da Câmara se divide entre "a submissão ao presidente Jair Bolsonaro" e ao "corporativismo, quando o que vale são os interesses pessoais e políticos dos deputados”
247 - “O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é um espanto! Sua gestão é toda voltada para dois objetivos nada engrandecedores: a submissão ao presidente Jair Bolsonaro, quando prevalece o jogo de poder do Centrão, e o corporativismo, quando o que vale são os interesses pessoais e políticos dos deputados”, afirma a jornalista Eliane Cantanhêde en su columna en el periódico O Estado de S. Paulo.
Para ela,"a PEC dos Precatórios é uma síntese dessa atuação de Lira”. “Numa só tacada, a PEC formaliza um calote, implode o teto de gastos e deflagra o populismo desbragado às vésperas do início do ano eleitoral. Precatório não é favor, é uma dívida da União tramitada em julgado e, se não é paga, vira calote. Teto de gastos, regra de 2017, é uma barreira à irresponsabilidade fiscal, à falta de limites no uso dos recursos públicos. E populismo todo mundo sabe o que é: usar bandeiras sociais para interesses só eleitoreiros”, destaca.
“Todo esse pacote transforma a Câmara em um parque de diversões de Lira. A dúvida é até onde irão a esquerda, o centro e a direita que se diz independente, quando o brinquedo deixar de ser o corporativista e passar a ser o pedido de impeachment de Bolsonaro com base na CPI da Covid. E aí, como PT, PSDB, DEM, PSD... vão agir nos bastidores” observa a jornalista.
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