Mais uma candidata do PSL denuncia esquema de laranjas em Minas
Mais uma candidata no estado de Minas Gerais denunciou o esquema de candidaturas-laranja do PSL patrocinado pelo ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio, informa o jornal Folha de S. Paulo; Adriana Borges afirmou, em depoimento ao Ministério Público Eleitoral no estado, que um assessor do ministro propôs a ela a devolução de R$ 90 mil em recursos do fundo partidário que a legenda iria repassar a sua campanha no ano passado; com isso, já são três candidatas que confirmam o esquema das candidaturas-laranja do partido do presidente da República
247 - Mais uma candidata no estado de Minas Gerais denunciou o esquema de candidaturas-laranja do PSL patrocinado pelo ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio, informa o jornal Folha de S. Paulo. Adriana Borges afirmou, em depoimento ao Ministério Público Eleitoral no estado, que um assessor do ministro propôs a ela a devolução de R$ 90 mil em recursos do fundo partidário que a legenda iria repassar a sua campanha no ano passado. Com isso, já são três candidatas que confirmam o esquema das candidaturas-laranja do partido do presidente da República.
El informe destaca que "a Promotoria, a candidata derrotada Adriana Borges afirmou que ao se filiar ao partido soube que 30% dos recursos do fundo seriam destinados às mulheres. No entanto, durante a eleição não recebeu os repasses partidários, enquanto Álvaro Antônio já tinha material de campanha nas ruas."
Segundo o jornal, Adriana cobrou do coordenador da campanha do candidato no Vale do Aço, conhecido como Robertinho Soares, que a chamou no dia 25 de agosto para uma reunião em um hotel na região central da capital mineira.
No depoimento de Adriana consta que Robertinho afirmou que "não tinha recursos suficientes para atender a todos os candidatos" e que "precisava de parte dos recursos provenientes do fundo partidário destinado às mulheres".
Ele propôs, ainda segundo Adriana, o repasse de R$ 100 mil, com a condição que ela usasse R$ 10 mil desse total e devolvesse o resto em nove cheques em branco "para que ele efetuasse os pagamentos das despesas de outros candidatos".
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, "Adriana Borges afirma que considerou a proposta 'indecente' e viu neste momento a 'podridão da política'. Recusou a proposta, mas chegou a pedir dias depois ao menos R$ 30 mil a Robertinho."