INICIO > Brasil

Rossetto defende diálogo para geração de emprego e renda

Ministro assumiu nesta terça-feira 6 o Ministério do Trabalho e Previdência Social afirmando que quer manter o diálogo com trabalhadores, empresários e o Congresso Nacional, para geração de emprego decente, renda e garantia de um sistema de financiamento adequado para a Previdência Social

Ministro assumiu nesta terça-feira 6 o Ministério do Trabalho e Previdência Social afirmando que quer manter o diálogo com trabalhadores, empresários e o Congresso Nacional, para geração de emprego decente, renda e garantia de um sistema de financiamento adequado para a Previdência Social (Foto: Gisele Federicce)

Andreia Verdélio - Reportera de Agência Brasil

O ministro Miguel Rossetto assumiu hoje (6) o Ministério do Trabalho e Previdência Social afirmando que quer manter o diálogo com trabalhadores, empresários e o Congresso Nacional, para geração de emprego decente, renda e garantia de um sistema de financiamento adequado para a Previdência Social.

Rossetto disse que está confiante na aprovação, pelo Congresso, da nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Com a medida, o governo pretende arrecadar R$ 32 bilhões em 2016. Os recursos serão utilizados para cobrir o déficit da Previdência Social.

"No curto prazo, por conta da redução da receita, necessitamos da CPMF, de modo a melhorar nossa capacidade fiscal. No longo prazo, há uma situação estrutural que exige mudança, reformas e aperfeiçoamento. A sociedade brasileira vive mais e tem reduzido sua taxa de natalidade. Então, teremos, no curto prazo, uma relação alterada entre a população na ativa e o número de idosos. Temos de tomar iniciativas para preparamos a sustentabilidade no médio prazo."

Rossetto acrescentou que, além da CPMF, o governo trabalha em um conjunto de medidas que devem ser apresentadas ainda em outubro no Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social. O fórum foi criado no início de setembro pelo governo federal para discutir propostas que tragam melhorias para as políticas de emprego, trabalho, renda e previdência

"Vamos manter o diálogo de forma permanente com a sociedade brasileira. Diálogo para entender um país rico e diverso como o nosso, que é condição fundamental para acertar a estratégia de crescimento econômico com inclusão social." Rossetto afirmou que o Programa de Proteção ao Emprego já é exemplo desse diálogo e vontade política.

A nova pasta foi criada com a fusão dos ministérios do Trabalho e Emprego e Previdência Social. Ele será composto por duas secretarias especiais: a de Trabalho, que será comandada por José Lopez Feijóo, e de Previdência Social, pelo ex-ministro da Previdência Social, Carlos Gabas.

Perfil

Miguel Rossetto é natural de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Formado em Ciências Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), foi vice-governador do estado, na gestão Olívio Dutra, e deputado federal pelo PT em 1994.

En 2003, fue nombrado Ministro de Desarrollo Agrario. En 2006, Rossetto dejó el gobierno para postularse a un escaño en el Senado, pero no resultó electo. Dos años después, asumió la presidencia de Petrobras Biocombustível, una filial de Petrobras.

Em março de 2014, foi nomeado novamente ministro do Desenvolvimento Agrário e deixou o cargo em setembro do mesmo ano para trabalhar na coordenação da campanha para a reeleição de Dilma. No segundo governo da presidenta Dilma Rousseff, assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República.