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Se Cunha coagia, como abriu o impeachment?

"Com a denúncia da Procuradoria e o pedido de afastamento não apenas do cargo, mas do mandato, o Supremo Tribunal Federal tem uma bomba no colo", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Como prevalecer o 'salvo-conduto' que lhe deu o Ministro Luís Edson Fachin  para ter iniciado, sem audiência previa o processo de impeachment?"

Brasilia - El presidente de la Cámara de Diputados, Eduardo Cunha, durante una sesión extraordinaria para discutir y votar varios proyectos (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)

Por Fernando Brito, editor de ladrillo

Além da Suíça, Israel: R$ 52 milhões em propinas depositados numa conta naquele país pela Carioca Engenharia, como paga para que seu afilhado Fábio Cleto ajudasse a liberar mais rapidamente créditos do FGTS.

Vai aparecendo, aos pedaços, a montanha de dinheiro que Eduardo Cunha usou para montar, na Câmara, o PEC – Partido do Eduardo Cunha – que faz, com a ajuda da oposição demotucana, a maioria daquela casa.

Agora, com a denúncia da Procuradoria e o pedido de afastamento não apenas do cargo, mas do mandato, o Supremo Tribunal Federal tem uma bomba no colo.

Como prevalecer o “salvo-conduto” que lhe deu o Ministro Luís Edson Fachin  para ter iniciado, sem audiência previa o processo de impeachment e ter feito uma votação secreta – alguém é capaz de saber qual foi o voto do “PEC”, a montagem da Comissão Especial que vai analisá-lo.

Sua Excelência  acha  mesmo que Cunha é “legalista”  e “regimental”?

Cunha reagiu a Janot dizendo que é “retaliação pelo impeachment”.

A Fachin, não precisa reagir. Só agradecer.