Ataque de Bolsonaro a Petrobrás coloca presidente da estatal na defensiva "sem precedentes", diz Bloomberg
"As críticas do presidente Jair Bolsonaro aos altos preços dos combustíveis e aos lucros excessivos da Petrobras estão colocando o CEO que ele nomeou para o cargo em uma posição defensiva sem precedentes", diz a agência Bloomberg
247 - Durante transmissão em suas redes sociais, nesta quinta-feira (28), Jair Bolsonaro fez críticas aos lucros e à política de preços da Petrobrás.
De acordo com a agência Bloomberg, as críticas estão colocando o presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, que o próprio Bolsonaro nomeou para o cargo, "em uma posição de defesa sem precedentes e aumentando o temor dos investidores de políticas de perda de dinheiro".
"As ações da gigante estatal brasileira do petróleo despencaram até 4,7% na sexta-feira, apesar da receita recorde e do declínio da dívida que permitiu à empresa oferecer aos acionistas US $ 5,6 bilhões em pagamentos extras. Na preparação para os resultados divulgados na quinta-feira, Bolsonaro intensificou sua pressão sobre a empresa para limitar os preços da gasolina e do diesel, juntando-se a um coro de críticas lideradas por legisladores da oposição e seu principal candidato na eleição presidencial do próximo ano", destaca a agência.
A agência ressalta que a declaração de Bolsonaro é por conta da popularidade que "despencou em meio à inflação de dois dígitos e sua resposta errática à pandemia".
Por sua vez, Joaquim Silva e Luna, ex-general do Exército, disse que “a Petrobras não busca o lucro pelo lucro”.“Nosso objetivo é gerar valor para os acionistas e a sociedade por meio de impostos, dividendos e crescimento do emprego”, afirmou ele durante teleconferência com analistas nesta sexta-feira (29).
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