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Berzoini: tamanho do déficit ainda não está definido

Ministro da Secretaria de Governo da Presidência disse que o déficit nas contas públicas não foi discutido na reunião do grupo de articulação política do governo nesta manhã; "Não discutimos (tamanho do déficit em 2015), até porque ainda não há uma definição por parte da equipe econômica", afirmou; segundo Ricardo Berzoini, as discussões giraram "fundamentalmente" em torno do ajuste fiscal, que deve ser votado pelo Congresso ainda esta semana

El Ministro de Comunicaciones, Ricardo Berzoini, concede una entrevista tras una reunión de coordinación política (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Ricardo Berzoini, disse que o déficit nas contas públicas não entrou na pauta da reunião do grupo de articulação política do governo da presidente Dilma Rousseff realizada nesta segunda-feira (26). "Não discutimos (tamanho do déficit em 2015), até porque ainda não uma definição por parte da equipe econômica", disse.

De acordo com o ministro, as discussões durante a reunião se deram "fundamentalmente" em torno do ajuste fiscal, cujas propostas devem ser votadas pelo Congresso ainda nesta semana. A aprovação do projeto de lei contra o terrorismo também foi debatida pelos participantes do encontro

Ele destacou que o governo discutiu as estratégias para aprovar as medidas, "que visam estabelecer as condições para o equilíbrio fiscal do Orçamento de 2016". Berzoini também observou que o governo tem se mostrado preocupado com a alta da inflação. "Precisamos reduzir a inflação para algo mais próximo da meta, precisamos das condições para ter taxas de juros mais baixas e precisamos ter orçamento equilibrado, que seja resultado de algo que a sociedade acredite", disse.

Berzoini também afirmou que o governo irá tentar demover o relator do da proposta orçamentária de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), da ideia de cortar R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família. O ministro classificou o tema como "polêmico". "Há condições de fechar o Orçamento sem recorrer a essa iniciativa. O Bolsa Família é um programa consolidado e reconhecido mundialmente, portanto não é a melhor hipótese para sofrer qualquer tipo de redução", observou.