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Contratar será mais barato. Para todos

Sob pressão, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, começa a se mexer para entregar um crescimento maior em 2013. Uma das primeiras medidas deve ser a desoneração da folha de pagamentos para todos os setores da economia

Contratar será mais barato. Para todos

247 – Num esforço para que o crescimento de 2013 não seja similar ao de 2012 e sofrendo pressão de todos os lados para apresentar índices mais atrativos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já começou a colocar a mão na massa. A primeira iniciativa para estimular a economia deverá ser a ampliação da desoneração da folha de pagamento das empresas para todos os setores. No ano passado, o benefício foi concedido a alguns setores que, na avaliação da presidente Dilma Rousseff, mostraram bom desempenho.

O plano é retirar 20% de contribuição previdenciária incidente sobre a folha e deixar de cobrar uma alíquota que fica entre 1% e 2% sobre o faturamento da empresa. Os tributos no mercado de trabalho colocam o Brasil como um dos países que possuem maior custo para se contratar um trabalhador. Na opinião geral dos economistas, a diminuição de tributos para as empresas estimula o crescimento do emprego formal, pois barateia a contratação.

Parte da classe econômica também não poupou críticas sobre o fato de apenas alguns setores terem sido beneficiados, o que não ocorre dessa vez. O governo começou a diminuir os encargos sobre a folha em 2011, mas na ocasião atingindo pontualmente três setores: calçados, software e móveis. Hoje, 42 setores já estão incluídos no benefício. Com a redução dos tributos, a União sofre uma perda brusca na arrecadação, que neste ano será de R$ 15 bilhões.

Sobre presión

A desoneração da folha não é o único benefício que o governo pretende oferecer para estimular o Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu apenas 1% no ano passado. O governo também estendeu por mais seis meses o IPI reduzido para os setores da linha branca, carros e móveis, que teria se encerrado em dezembro.

Mantega, que sofre duras críticas da oposição e da imprensa – nacional e internacional – para apresentar números mais altos, passou a ser pressionado agora também por líderes do PT. O partido não o quer fora do cargo, mas reclama de suas promessas não cumpridas em 2012. Para este ano, portanto, o jeito é prometer menos e provar mais.