Depois da Volks, operários da Mercedes fazem greve contra cortes
Metalúrgicos da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, fazem uma paralisação de 24 horas, em protesto contra a demissão de 244 funcionários, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC; a empresa confirma que houve demissões, mas não cita números; ontem, os empregados da Volkswagen, no mesmo município, cruzaram os braços contra 800 demissões
Fernanda Cruz - Reportera de Agência Brasil
Los metalúrgicos de la planta de Mercedes-Benz en São Bernardo do Campo, en la región ABC Paulista, están llevando a cabo una huelga de 24 horas para protestar por los despidos. Según el Sindicato de Metalúrgicos ABC, 244 empleados fueron despedidos a finales de año. La empresa confirma los despidos, pero no proporciona cifras específicas.
En Volkswagen, también en la región ABC Paulista, los empleados inician su segundo día de huelga contra el despido de 800 metalúrgicos. Según el sindicato, exigen la revocación de los despidos, por lo que la huelga se extiende indefinidamente. Los trabajadores realizan asambleas antes del inicio de sus turnos de mañana, tarde y noche.
La planta de Mercedes-Benz en São Bernardo do Campo emplea a 11 personas; 1,2 de ellas estaban de baja remunerada. Algunos de estos metalúrgicos fueron despedidos, mientras que a otros se les prorrogó la baja hasta el 30 de abril, según informó la empresa.
Já a Volkswagen emprega 13 mil funcionários. Desde o ano passado, a empresa adota medidas como férias coletivas e suspensão temporária de contrato de trabalho (lay-off) na fábrica. Segundo a empresa, os funcionários demitidos entrarão em licença remunerada por 30 dias e depois serão desligados.
Segundo a Volkswagen, o cenário de retração da indústria automobilística no país nos últimos dois anos e o aumento da concorrência impactaram nos resultados. Segundo a montadora, de janeiro a dezembro de 2014, a indústria automotiva brasileira teve queda aproximada de 7% nas vendas e de mais de 40% nas exportações, comparado com o ano de 2013, resultando numa retração de 15% na produção.
Em 2012, o sindicato e a Volkswagen firmaram acordo coletivo, com validade até 2016, prevendo questões como estabilidade e politica de reajustes. No ano passado, porém, a empresa quis rever o acordo, mas a proposta foi rejeitada em assembleia pelos metalúrgicos. O sindicato reclama que a empresa, desde então, não chamou os trabalhadores para negociar e tomou uma decisão unilateral com as demissões.
A Volkswagen argumenta que, quando o acordo foi firmado, após anos de crescimento, a perspectiva para a indústria automobilística era positiva, pois acreditava-se que seriam vendidas 4 milhões de unidades em 2014. "O que ocorreu foi uma retração para 3,3 milhões. É importante lembrar que, na Unidade Anchieta, o nível de remuneração médio é mais alto que o dos principais concorrentes, inclusive na região", diz a nota da empresa.
