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Jornal português envolve Dirceu em venda da TAP

Público aponta que Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, sócio e irmão do ex-ministro, promoveu a candidatura do brasileiro Gérman Efromovich, da Avianca, à privatização da TAP, a única proposta avaliada pelo Governo de Passos Coelho

Jornal português envolve Dirceu em venda da TAP

247 - Gabinetes de José Dirceu promoveram a entrada do brasileiro German Efromovich, dono da Avianca Brasil na privatização da TAP. É o que aponta o jornal português Público. Segundo a publicação, na primeira quinzena de Novembro de 2011, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, sócio e irmão do ex-ministro, foi a Lisboa falar com altos responsáveis. Semanas antes, o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, tinha recebido Efromovich, a pedido do empresário.

De acordo com o diário português Jornal de Negócios, Efromovich, por meio do grupo Synergy, apresentou no dia 10 uma proposta de 1,5 bilhão de euros, equivalente a R$ 4 bilhões, pelo controle da TAP – Transportes Aéreos Portugueses. Desse total, 1,2 bilhão de euros serviriam para cobrir o passivo da companhia.

Lea en la columna de Claudio Humberto:

José Dirceu articulou a venda da TAP à Avianca

Em meio às investigações em Portugal sobre a privatização da TAP, o jornal Público noticiou a participação do ex-ministro José Dirceu na venda da empresa aérea portuguesa ao colombiano-brasileiro German Efromovich, dono da Avianca Brasil. O jornal diz que o irmão e sócio de Dirceu, Luiz Eduardo, foi a Lisboa em novembro de 2011, após encontro com o ministro de Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, homem de confiança do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

Confirmado

Relvas confirmou o interesse de Dirceu e o encontro com Efromovh, relações que o Partido Socialista Português considera “promíscuas”.

‘Complicada’

O irmão de Dirceu afirmou que foi a Lisboa “falar com o presidente do Banco Espírito Santo”. E evita a imprensa: “a situação é complicada.”

Negativo

Finalista na compra da TAP, German Efromovich nega irregularidades. E o escritório parceiro de Dirceu em Portugal alegou “sigilo”.