Marcelo Neri: Brasil vive 'filme dramático', após transformação
Para o economista Marcelo Neri, ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos e atual chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV-RJ, o Brasil vive um "filme dramático" após uma década de avanços; "Nossa trajetória positiva dos últimos anos está em risco", afirma; segundo o economista, no entanto, o Brasil não voltará para os indicadores da era pré-Lula e destaca avanços registrados nos últimos 13 anos de governo do PT; "Em 2000, 45% dos municípios brasileiros tinham um IDH abaixo de 0,5. Em 2010, estavam perto de 0,6. Houve, portanto, uma transformação profunda. E não é só renda", afirmou
247 - Para o economista Marcelo Neri, ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos e atual chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV-RJ, o Brasil vive um "filme dramático" após uma década de avanços. "Nossa trajetória positiva dos últimos anos está em risco."
Em entrevista à Folha, Neri diz que os mais pobres vinham "bombando" por conta do mercado de trabalho até o governo Dilma 2, que entrou numa espiral de rápido aumento do desemprego. "Quando analisamos os motivos de a renda ter crescido e a desigualdade caído, não é tanto por causa do Bolsa Família ou do impacto do salário mínimo sobre a Previdência. O principal foi o peso da renda do trabalho, formal e informal", afirma.
Segundo o economista, no entanto, o Brasil não voltará para os indicadores da era pré-Lula. "Estamos no final desse ciclo. Vamos voltar para trás agora? Certamente, mas não voltaremos para o começo nem para o meio do caminho, espero. Teríamos que passar por uma crise muito forte, com desajustes crescentes", afirmou.
Sobre os avanços registrados nos últimos 13 anos de governo do PT, Marcelo Neri destacou a transformação de indicadores importantes como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). "Em 2000, 45% dos municípios brasileiros tinham um IDH abaixo de 0,5. Em 2010, estavam perto de 0,6 (quanto mais próximo de 1, melhor). Houve, portanto, uma transformação profunda. E não é só renda", afirmou.
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