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La producción industrial cayó un 0,3% en abril con respecto a marzo.

Recuo foi afetado principalmente pelos bens de consumo duráveis; na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial caiu 5,8%, queda mais forte desde setembro de 2009

Trabajadores en la línea de montaje de la planta de Ford en São Bernardo do Campo en junio de 2012. La producción industrial brasileña se recuperó en marzo, con un aumento del 0,7 % respecto a febrero, pero la cifra fue muy inferior a las expectativas. (Foto: Gisele Federicce)

RÍO DE JANEIRO (Reuters) - A produção industrial brasileira iniciou o segundo trimestre do ano ainda mostrando contração, com recuo de 0,3 por cento em abril, afetada principalmente pelos bens de consumo duráveis e num sinal de que a atividade econômica do país terá dificuldade para se recuperar.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial caiu 5,8 por cento, queda mais forte desde setembro de 2009 (-7,3 por cento), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Os números de abril ficaram em linha com o esperado em pesquisa da Reuters, cujas medianas apontavam queda de 0,3 por cento na base mensal e de 5,8 por cento sobre um ano antes. 

Em março, o setor já havia registrado queda, de 0,5 por cento na comparação mensal, segundo dados que não foram revisados.

"O setor industrial, em abril de 2014, volta a mostrar um quadro de menor ritmo produtivo, expresso não só no segundo mês seguido de queda, mas também no predomínio de taxas negativas", destacou o IBGE em nota.O destaque para o desempenho de abril foi o segmento Bens de Consumo Duráveis, que recuou 1,6 por cento ante março e 12 por cento na comparação anual.

Entre os ramos de atividade, o IBGE informou que 12 dos 24 pesquisados tiveram queda mensal em abril, sendo as principais influências negativas metalurgia (-2,7 por cento), produtos de minerais não-metálicos (-1,5 por cento) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,6 por cento).

O mau desempenho da indústria foi um dos principais pesos sobre a economia brasileira no primeiro trimestre, levando-a a desacelerar o crescimento para apenas 0,2 por cento sobre os três meses anteriores.

O setor vem convivendo com níveis bastante baixos de confiança e as perspectivas não indicam melhora. Somente em maio o Índice de Confiança da Indústria (ICI) medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 5,1 por cento, enquanto o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) apontou que a contração da atividade se aprofundou.

A pesquisa Focus do Banco Central mostra que a expectativa de economistas é que a indústria tenha expansão de 1,24 por cento em 2014, contra 1,5 por cento para a economia como um todo.

(Reportagem de Felipe Pontes e Walter Brandimarte)