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Ricupero: sem reforma ambiciosa, seguiremos caminho da Grécia

Para o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero é preciso atacar gastos obrigatórios para evitar “sofrimento prolongado”; diz ainda que a imagem do país no exterior está desacreditada com rebaixamento: “Se o país não fizer uma reforma muito ambiciosa, que politicamente me parece um pouco impossível, o caminho que o país estará seguindo é um pouco o da Grécia”

Para o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero é preciso atacar gastos obrigatórios para evitar “sofrimento prolongado”; diz ainda que a imagem do país no exterior está desacreditada com rebaixamento: “Se o país não fizer uma reforma muito ambiciosa, que politicamente me parece um pouco impossível, o caminho que o país estará seguindo é um pouco o da Grécia” (Foto: Roberta Namour)

247 - Diante do rebaixamento da nota do Brasil, o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero avalia que o impacto da decisão da agência S&P não é tão ruim porque a liquidez mundial continua abundante. Mas alerta: “Quando os americanos aumentarem a taxa de juros (o que deve acontecer este ano), aí vai ter ainda mais dinheiro fugindo daqui”.

Em entrevista ao Globo, ele afirma que teria que haver uma política que atacasse os gastos obrigatórios criados no passado pelo Congresso, como a fórmula do reajuste do salário mínimo, para acabar com a tendência de os gastos crescerem a cada ano. “Se o país não fizer uma reforma muito ambiciosa, que politicamente me parece um pouco impossível, o caminho que o país estará seguindo é um pouco o da Grécia”, acrescenta.

Sobre o governo, diz que a presidente Dilma enviou sinais muito contraditórios. “Se ela de fato for firme e resolver seguir com o ajuste agora, o Levy tem uma chance de recuperar o grau de investimento. No horizonte do ano que vem, ele pode ganhar credibilidade. Mas isso depende muito da firmeza dela. O que o ministro precisa é de apoio”, conclui (leia aquí).