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Sindicalista do ABC ao 247: “Volks quebrou acordo”

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques diz que demissão de 800 metalúrgicos na planta Anchieta da Volkswagen quebra acordo firmado com a entidade em 2012, que previa estabilidade até 2016; "A Volks defende que os efeitos da crise do setor sobre ela justificam a quebra do acordo. Nós defendemos que o acordo continua valendo. Precisamos continuar segurando esse movimento até que os cortes sejam revertidos" ou que "haja uma luz nesse fim de túnel para buscar novas medidas" que não seja o desligamento de empregados, afirmou ao 247; segundo ele, os 13 mil trabalhadores da fábrica estão parados

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques diz que demissão de 800 metalúrgicos na planta Anchieta da Volkswagen quebra acordo firmado com a entidade em 2012, que previa estabilidade até 2016; "A Volks defende que os efeitos da crise do setor sobre ela justificam a quebra do acordo. Nós defendemos que o acordo continua valendo. Precisamos continuar segurando esse movimento até que os cortes sejam revertidos" ou que "haja uma luz nesse fim de túnel para buscar novas medidas" que não seja o desligamento de empregados, afirmou ao 247; segundo ele, os 13 mil trabalhadores da fábrica estão parados (Foto: Gisele Federicce)

Gisele Federicce, 247 – A paralisação dos 13 mil operários da planta Anchieta, da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista, deve continuar até que a demissão de 800 funcionários seja revertida ou haja outro acordo entre a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ao 247, o presidente da entidade, Rafael Marques, declarou que, com os cortes, a empresa quebrou o acordo firmado em 2012, que previa estabilidade até 2016.

"Nós entendemos que o acordo está valendo. Houve um período de negociações no ano passado, a Volks apresentou proposta de mudanças, mas ele ainda é válido e não poderia ter demissões. A demissão rompe o acordo", disse Marques. Os funcionários ficaram sabendo das demissões por meio de uma carta, enviada no dia 31 de dezembro. Ela os orientava a não retornar ao trabalho após as férias coletivas, e procurar o setor de Recursos Humanos da empresa.

Segundo Marques, a Volks defende que os efeitos da crise do setor automotivo sobre ela e o aumento da concorrência, que impactaram seus negócios, justificam os cortes, mas o sindicato reafirma que o acordo ainda está em voga. "Precisamos continuar segurando esse movimento até que haja uma luz nesse fim de túnel para buscar novas medidas, mas não essa de desligamento de desempregados".

Fin de la exención

O presidente do sindicato não relaciona a crise vivida pela empresa com o fim das desonerações de tributos, que levou ao aumento do IPI em novembro do ano passado. "Não passa na nossa cabeça que as demissões têm a ver com a desoneração, não acho que essas demissões têm caráter político por conta do IPI, nem vamos procurar o governo para prorrogar os benefícios para a indústria", disse Marques.

Segundo ele, "o caso da Volks tem lá suas motivações internas", como a perda de mercado no ano passado, em relação a 2013, que pode ter alcançado 20%, enquanto outras montadoras perderam 6%, 7% ou mesmo chegaram a ganhar mercado. Segundo ele, o sindicato está com uma pauta junto ao governo que é a de proteção à empresa. A medida prevê que os empregadores façam a redução da jornada na fábrica, acompanhada por redução de salário, evitando cortes.

Vendas devem cair em 2015, diz Fenabrave

De acordo com previsão da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de veículos devem cair 0,43% neste ano, quando devem ser comercializadas 4.906.418 unidades. No caso dos automóveis e veículos comerciais leves, deve haver decréscimo de 6,91%, com previsão de 3.312.116 unidades vendidas.

Balanço divulgado pela entidade aponta que o número total de automóveis vendidos no País em 2014 caiu 6,76% em comparação com 2013, com 5.161.116 unidades comercializadas contra 5.535.398 no período anterior.