Tereza Cruvinel: diplomacia ideológica já cria problemas econômicos
"O comércio com os países árabes, por exemplo, tornou-se questão de interesse nacional. Só para o Egito, o Brasil vendeu, no ano passado, cerca de US$ 1,5 bilhão e comprou apenas US$ 150 milhões, ficando com enorme saldo na balança bilateral", diz a jornalista
247 - En su columna en Jornal do Brasil, a jornalista Tereza Cruvinel elencou os prejuízos econômicos que o Brasil já vem tendo com a política externa ideológica de Jair Bolsonaro. "Governos, que são transitórios, poderiam fazer ajustes na ênfase de um ou de outro aspecto, mas não alterar as suas linhas centrais, que levam em conta os interesses nacionais e não os pendores ideológicos do governo do momento", diz ela.
"O comércio com os países árabes, por exemplo, tornou-se questão de interesse nacional. Só para o Egito, o Brasil vendeu, no ano passado, cerca de US$ 1,5 bilhão e comprou apenas US$ 150 milhões, ficando com enorme saldo na balança bilateral", afirma. "Antes mesmo de tomar posse, Bolsonaro já arranjou inúmeros problemas para o Brasil com sua diplomacia presidencial ideológica e voluntarista, criando arestas com a China, maior parceiro comercial do Brasil, e com os parceiros do Mercosul, especialmente com a Argentina. Espantou a América Latina ao admitir que pode romper relações com Cuba".