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Vicente Cândido: acordos de leniência preservam emprego

Deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), defende a aprovação da nova lei anticorrupção sobre improbidade administrativa: “Essa modalidade de acordo protege a atividade econômica, a manutenção dos interesses nacionais em setores altamente competitivos no mercado mundial e, principalmente, preserva de forma coletiva os trabalhadores”; diz; “o Brasil precisa alinhar- se às práticas de outros países que trabalham sempre pela preservação da empresa”, acrescenta

Deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), defende a aprovação da nova lei anticorrupção sobre improbidade administrativa: “Essa modalidade de acordo protege a atividade econômica, a manutenção dos interesses nacionais em setores altamente competitivos no mercado mundial e, principalmente, preserva de forma coletiva os trabalhadores”; diz; “o Brasil precisa alinhar- se às práticas de outros países que trabalham sempre pela preservação da empresa”, acrescenta (Foto: Roberta Namour)

247 - O deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) saiu em defesa dos acordos de leniência propostos pelo governo e a aprovação da nova lei anticorrupção sobre improbidade administrativa: “Essa modalidade de acordo protege a atividade econômica, a manutenção dos interesses nacionais em setores altamente competitivos no mercado mundial e, principalmente, preserva de forma coletiva os trabalhadores”; diz. “o Brasil precisa alinhar- se às práticas de outros países que trabalham sempre pela preservação da empresa”, acrescenta.

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Preservar empleos

Os culpados por desvios e irregularidades cometidas em contratos com a Petrobras e outras empresas têm de ser punidos com o ressarcimento integral de danos ao Erário. Mas não se pode descuidar da repercussão econômica e social das operações. Até o momento, as demissões ultrapassam 500 mil trabalhadores em todo o país, no âmbito de mais de 50 mil empresas que orbitam as companhias investigadas. Todas empregam em massa e estão reduzindo suas atividades ou poderão fechar suas portas.

É necessário debelar a corrupção — tarefa que vem sendo implementada com rigor pelos governos do PT e aliados desde 2003, com ampla liberdade e autonomia para os órgãos de combate à corrupção. Mas é preciso preservar os interesses dos trabalhadores e garantir os investimentos das obras de infraestrutura.

Neste cenário, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle ( CFFC) estabeleceu, em 2015, procedimentos de debates e consultas em que ouviu órgãos do governo, além de federações de trabalhadores e empresários. Apresentou, desta maneira, projeto de lei que hoje tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania ( CCJC), agora apensado ao texto do Senado Federal — propondo uma nova lei, mais moderna e dinâmica.

Essa modalidade de acordo protege a atividade econômica, a manutenção dos interesses nacionais em setores altamente competitivos no mercado mundial e, principalmente, preserva de forma coletiva os trabalhadores. Além de estimular o combate à corrupção, quando exige o reconhecimento dos ilícitos praticados pelas empresas e também que as mesmas adotem práticas anticorrupção no âmbito de suas atividades.

O acordo não atrapalha as investigações nem impede a necessária responsabilização individual penal de gestores que tenham praticado ilícitos. Os acertos serão feitos com pessoas jurídicas e físicas que, com essa lei, traz para o seu seio a lei 8.429, sobre improbidade administrativa. A edição da MP 703/ 15, que altera alguns pontos da Lei Anticorrupção com objetivo de dar celeridade aos acordos, é positiva na discussão do tema, mas precisa de aprimoramento.

O Brasil precisa alinhar- se às práticas de outros países — como EUA, Alemanha, Holanda, entre outros, que trabalham sempre pela preservação da empresa. O país não pode parar! Muitas empresas arroladas no processo, algumas indevidamente, são essenciais ao nosso desenvolvimento.

Possuem a tecnologia, o know- how das parcerias público- privadas e quadros técnicos altamente capacitados. Aliás, nossas grandes multinacionais trabalham em dezenas de países representando nossa cultura e trazendo dividendos financeiros. Não é razoável imaginar que o Estado e o governo abram mão de tanto conhecimento acumulado por nossas multinacionais e da importante e estratégica presença no mundo, que só o Brasil tem a ousadia de ter. Portanto, conclamo urgência na aprovação e sanção da nova lei.