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"O eixo de gravidade da política externa brasileira é a América do Sul", diz José Reinaldo Carvalho

Editor internacional do Brasil 247 também defendeu enfaticamente a retomada das relações entre Brasil e Venezuela

"O eixo de gravidade da política externa brasileira é a América do Sul", diz José Reinaldo Carvalho (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

247 - No programa Bom Dia 247 da quarta-feira 31, o jornalista José Reinaldo Carvalho fez declarações contundentes sobre o encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com líderes sul-americanos, exaltando a importância desse evento para a política externa brasileira. Carvalho também criticou a cobertura midiática e fez considerações sobre o papel do imperialismo na região.

Carvalho destacou que o centro de gravidade da política externa brasileira é a América do Sul, ressaltando a relevância da integração regional e do fortalecimento dos laços diplomáticos com os países vizinhos. Ele defendeu as dez propostas apresentadas por Lula no Consenso de Brasília, indicando que o ex-presidente tem propostas concretas para a região.

O jornalista também criticou o projeto da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), alegando que era uma tentativa de anexação das economias latino-americanas, colocando em evidência a importância de uma postura soberana em relação às políticas externas impostas pelo imperialismo.

Críticas a Boric – Carvalho ressaltou que o encontro entre Lula e os líderes sul-americanos foi uma reunião entre presidentes e não entre amigos, demonstrando a seriedade do encontro e a busca por uma cooperação política e econômica mais ampla na região.

No entanto, o jornalista não poupou críticas ao presidente chileno Gabriel Boric, a quem ele chamou de "enfant gâté do imperialismo". Carvalho argumentou que as posições de Boric atendem aos interesses da direita e que a esquerda brasileira não está imune a isso, destacando a importância de uma postura crítica e vigilante.

Em relação à cobertura midiática, Carvalho considerou a abordagem do jornal O Globo como vexatória, criticando sua linha editorial ao tratar da cúpula sul-americana. Ele também mencionou que o Brasil possui um "jornalismo profissional" de fancaria, sugerindo uma crítica à falta de imparcialidade e qualidade da mídia brasileira.

Além disso, o jornalista enfatizou que o imperialismo sempre conta com o apoio de quintas-coluna, referindo-se a indivíduos que atuam contra os interesses nacionais em favor de interesses estrangeiros. Assista: