INICIO > General

Alckmin: Paraibuna zerou para energia, não água

Em coletiva de imprensa após reunião com a presidente Dilma, em Brasília, governador de São Paulo afirmou que o reservatório Paraibuna, que abastece o Rio, "zerou para geração de energia elétrica, não para abastecimento de água"; ele assegurou que a terceira reserva técnica do Sistema Cantareira "só vai ser usada em extrema necessidade" e disse que não há "nenhuma decisão" tomada sobre o rodízio; segundo Geraldo Alckmin, a "prioridade é o abastecimento humano", depois vêm os animais, a agricultura e a energia

Em coletiva de imprensa após reunião com a presidente Dilma, em Brasília, governador de São Paulo afirmou que o reservatório Paraibuna, que abastece o Rio, "zerou para geração de energia elétrica, não para abastecimento de água"; ele assegurou que a terceira reserva técnica do Sistema Cantareira "só vai ser usada em extrema necessidade" e disse que não há "nenhuma decisão" tomada sobre o rodízio; segundo Geraldo Alckmin, a "prioridade é o abastecimento humano", depois vêm os animais, a agricultura e a energia (Foto: Ana Pupulin)

SP 247 – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira 30 que o reservatório Paraibuna, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro, "zerou para geração de energia elétrica, não para abastecimento de água". Pela primeira vez em sua história, o reservatório, que fica em São Paulo, atingiu o volume morto.

Sobre o Sistema Cantareira, principal reservatório da região metropolitana de São Paulo, o governador assegurou que a terceira reserva técnica "só vai ser usada em extrema necessidade". As declarações foram feitas em coletiva de imprensa em Brasília, após reunião com a presidente Dilma Rousseff esta tarde, no Palácio do Planalto.

Alckmin disse ainda que a "prioridade é o abastecimento humano", depois são os animais, a agricultura e a energia. Questionado sobre o rodízio de água ele respondeu que não há "nenhuma decisão" tomada. "Não tem um número", disse ele, sobre se não haveria um limite do nível do Cantareira, hoje em 5,1%, para que a medida fosse tomada.

O governador voltou a dizer que houve grande redução no consumo de água em São Paulo e que o governo tem tomado, junto com a Sabesp, "todas as medidas necessárias" contra a crise hídrica que atinge o Sudeste, "aumentando a oferta e administrando a demanda". Segundo Alckmin, 81% da população paulista já reduziu o consumo de água.

apoyo federal

Ao lado de Alckmin, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse que o governo federal vem ajudando os estados afetados pela crise hídrica com obras de infraestrutura que facilitarão a distribuição de água. "Tudo o que estiver ao nosso alcance, nós faremos", ressaltou o ministro. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também esteve na coletiva de imprensa.

"Nós estamos sempre buscando construir essa agenda, onde o governo federal possa participar de projetos que possam ser desenhados, estruturados pelos governos estaduais", disse Mercadante. Segundo ele, o governo federal vai "buscar uma boa coordenação entre a ANA e os governos estaduais para construir parcerias que melhorem essa situação difícil que o Sudeste – e hoje, especialmente, São Paulo – enfrenta".