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Base tem candidato único à presidência da Câmara

Paulo Câmara, do PSDB, é o representante da base de apoio ao prefeito eleito ACM Neto (DEM) para presidir o Legislativo de Salvador a partir do próximo dia 2; postulante do PTN, Carlos Muniz, do PTN, retirou sua candidatura e declarou apoio ao tucano; em troca, o PSDB se comprometeu a apoiar o nome indicado pelo PTN para o segundo biênio; na oposição estão os nomes de Henrique Carballal (PT); Aladilce Souza (PCdoB) e Isnard Araújo (PR)

Base tem candidato único à presidência da Câmara (Foto: Edição 247)

Rómulo Faro - Bahía 247

Em decisão que pegou muita gente de surpresa, inclusive alguns dos próprios parlamentares, o vereador mais votado de Salvador em outubro, Carlos Muniz (PTN), retirou sua nesta manhã sua candidatura à presidência da Câmara Municipal e, com isso, o tucano Paulo Câmara é o único candidato da base do governo na próxima legislatura.

Movimentação aconteceu nesta manhã no escritório do prefeito eleito ACM Neto (DEM), em Ondina, em Salvador. Paulo Câmara assumiu o compromisso de apoiar o nome escolhido pelo PTN para a presidência do parlamento municipal no segundo biênio da legislatura que inicia no próximo dia 1º. Escolha do presidente da Mesa Diretora acontece no dia 2.

No rol da oposição ao prefeito ACM Neto estão postas as candidaturas dos vereadores Henrique Carballal (PT), Aladilce Souza (PCdoB) e Isnard Araújo (PR).

Como independente, está a candidatura de Odiosvaldo Vigas, do PDT. O parlamentar é o veterano da Casa, com cinco legislaturas consecutivas e reeleito para a sexta.

Conforme o Bahia 247 apurou, com vereador que pediu para não ser identificado, há por parte do DEM, do PSDB e do PMDB um esforço concentrado de "não dar muita corda ao PTN". O motivo seria um possível fortalecimento do partido, que contará com seis parlamentares na próxima legislatura, de modo que eles pudessem vir a se tornar "um mal interno para o prefeito".

Do lado da oposição, a mesma fonte afirma que "meio de campo está embolado". Segundo o vereador, o petista Henrique Carballal não tem apoio fechado dos próprios correligionários (o PT terá sete representantes na Câmara), a comunista Aladilce Souza não teria apoio do PT e Isnard é temerário pelo fato de ser do PR, partido que se manteve na base do governo João Henrique. Em sendo assim, PT e PCdoB não lhe confiariam a missão de presidir a Casa do Povo.