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Bolsonaro: "Campos ou Aécio querem conversar"?

Deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou que pode apoiar tanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) quanto o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB-PE), na corrida presidencial; o parlamentar, que foi impedido hoje de falar em defesa dos militares na sessão da Câmara que marcou os 50 anos do golpe militar, disse não achar que os presidenciáveis dispensariam conversas visando as eleições de outubro por sua aproximação com o regime

Deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou que pode apoiar tanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) quanto o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB-PE), na corrida presidencial; o parlamentar, que foi impedido hoje de falar em defesa dos militares na sessão da Câmara que marcou os 50 anos do golpe militar, disse não achar que os presidenciáveis dispensariam conversas visando as eleições de outubro por sua aproximação com o regime (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou que pode apoiar tanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) quanto o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB-PE) na corrida presidencial. O parlamentar, que foi impedido de falar na sessão do Congresso que marcou os 50 anos do golpe militar, disse não achar que os presidenciáveis dispensariam conversas com o progressista devido à sua aproximação com o regime militar.

“A questão é saber se Eduardo Campos ou Aécio Neves desejam ou têm interesse em conversar comigo”, relatou Bolsonaro, em entrevista ao programa Frente A Frente, da Rede Nordeste de Rádio, que irá ao ar logo mais às 18h. “Não sou de direita, como dizem por aí. Sou um homem direito”, afirmou.

Sobre o tumulto na Câmara dos Deputados envolvendo o parlamentar e que impediu que ele manifestasse seu apoio ao regime militar, Bolsonaro criticou que um País que se diz democrático impeça as pessoas de expressar suas opiniões. “A própria democracia, a do Partido dos Trabalhadores, me impediu de falar. O que eu iria dizer em apenas 15 minutos com certeza torturaria muita gente que tem medo da verdade, a começar pela presidente Dilma Rousseff [PT]”, disparou o paramentar.

Na sessão, deputados contrários à Bolsonaro viraram as costas, empunharam cartazes e cantaram o hino nacional na hora do discurso do parlamentar, previsto para durar 17 minutos. Muitos parlamentares também chamaram Bolsonaro de “ditador” e assassino. O progressista também tentou estender uma faixa no plenário com os dizeres “parabéns militares, graças a vocês o Brasil não é Cuba”. Após vaias contra a frase, a faixa foi retirada e a sessão da Câmara acabou suspensa.