Bolsonaro diz que PP está "se vendendo” ao PT
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou a firmar que deseja ser candidato à Presidência da República pelo Partido Progressista, mas o projeto estaria sendo inviabilizado pelo fato do PP estar “se vendendo” para o PT; segundo ele, membros do PP querem firmar uma aliança com o PT da presidente Dilma Rousseff antes das convenções nacionais de junho, ignorando os pedidos do parlamentar para que seu nome seja incluído nas pesquisas de intenção de voto; Bolsonaro também voltou a defender a redução da maioridade penal e afirmou querer ver o Ministério da Educação (MEC) comandado por um militar; como forma de implantar a disciplina nas instituições de ensino
Mariana Almeida, Pernambuco 247 - O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou a firmar que deseja ser candidato à Presidência da República pelo Partido Progressista, mas o projeto estaria sendo inviabilizado pelo fato do PP estar “se vendendo” para o PT. De acordo com o parlamentar, membros do PP querem firmar uma aliança com o PT da presidente Dilma Rousseff antes das convenções nacionais de junho, ignorando os pedidos do parlamentar para que seu nome seja incluído nas pesquisas de intenção de voto. Ele também voltou a defender a redução da maioridade penal e afirmou querer ver o Ministério da Educação (MEC) comandado por um militar de carreira como forma de implantar a disciplina nas instituições de ensino.
“Há vinte dias eu estou em cima do presidente do meu partido para que ele inclua o meu nome nas pesquisas de intenção de voto. O meu partido tem que entender que existe um nome com projeção nacional, que é conhecido pela população”, afirmou o parlamentar, nesta segunda-feira (19), em entrevista para a Rádio JC News. “Eu me coloquei à disposição em ocasião das eleições. Agora uma corrente mais forte do partido quer fechar com o PT imediatamente. E se fechar eu vou `a Justiça, porque eu só admito que o partido tome um rumo após as convenções”, acrescentou o parlamentar.
Para Bolsonaro, o rumo que o partido quer tomar é contrário ao que é visto na sociedade. “O PT está caindo nas pesquisas, e as políticas de governo estão completamente equivocadas. O PP está vendendo o apoio ao PT, que tem ministérios, tem outras coisas a mais. Mas um partido não pode ficar num governo onde a presidente está nos levando cada vez mais para a Venezuela e para Cuba”, disparou Bolsonaro. No próximo dia 27, membros das duas legendas vão se reunir para um almoço, onde o PP deve anunciar o apoio oficial para o PT.
Bolsonaro, que tem, entre suas propostas de governo, a política de planejamento familiar e a revogação do estatuto do desarmamento defendeu ainda a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. “Esses bandidos, esses adolescentes, praticam o crime na cidade porque na favela existe pena de morte. Se um bandido estuprar uma mulher na favela, ele vai morrer, e é por isso que ele vem fazer isso no asfalto. Eu prefiro a cadeia cheia de vagabundo de 16 e 17 anos do que o cemitério cheio de inocentes”, cravou o parlamentar.
Em sua entrevista, Bolsonaro também criticou a atual direção do MEC. “O meu sonho é botar no MEC um general que tenha comandado um colégio militar. É essa a filosofia que, no meu entender, tem que ser colocada em escolas públicas”, afirmou. “O Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e a Dilma podem botar guerrilheiros, gente que matou gente, que sequestrou e roubou na frente de Ministério”, completou.
Apesar de fazer parte de um partido que se encaminha para apoiar o PT, Jair Bolsonaro é um dos críticos mais ferrenhos contra a legenda. O parlamentar já afirmou, em ocasiões anteriores, que “o governo não faz planejamento familiar porque acha que quanto mais pobre melhor, porque serão mais eleitores amarrados nos seus programas assistencialistas”. Já na época do lançamento do polêmico “kit gay” nas escolas, o parlamentar disparou contra a presidente Dilma e afirmou que “se a gestora gosta de homossexual, assume”.
