Minas 247 – Assim como no governo federal, é grave a situação fiscal de Minas Gerais. O alerta foi feito pelo secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães. Sem meias palavras, ele foi claro: "o dinheiro acabou".
Segundo Magalhães, o estado fechará 2015 com um déficit de R$ 10 bilhões, acima dos R$ 7,2 bilhões previstos anteriormente.
“Como medida cautelar, não podemos nomear pessoas nem dar mais aumentos. Estão adiados concursos e nomeações. É importante que seja de conhecimento de todos os sindicatos a gravidade da situação do Orçamento”, disse Helvécio Magalhães (leia mais em reportagem de Tâmara Teixeira).
O secretário fez também uma crítica à gestão anterior, de Antonio Anastasia. “É bom deixar claro que tivemos, em relação a 2014, um acréscimo de R$ 500 milhões na dívida do Estado, que está dolarizada. O governo anterior não previu nenhum tipo de proteção a esses contratos. Esse aumento tem um peso enorme nas contas”, disse ele.
Como resposta à crise, o governo mineiro irá propor aumentos de impostos sobre bebidas, eletrônicos e cosméticos, entre outros produtos.