Crise: tucano faz cortes no restaurante popular
O número de refeições diárias no Restaurante Popular de Maceió foi reduzido em 30%; decisão foi do prefeito Rui Palmeira (PSDB) e tem como justificativa a crise financeira e a necessidade de cortar despesas
Alagoas247 - De olho na crise financeira, a Prefeitura de Maceió decidiu cortar custos até mesmo no Restaurante Popular da capital, que serve almoços a R$ 2 no Centro da cidade. Desde o último mês de outubro, o número de refeições diárias foi reduzido de duas mil para 1.400, uma diminuição de 30% no total.
Segundo o gerente do local, Dorgival Paulino, a medida tem gerado reclamações da população. "As pessoas reclamam muito. Imagine o que é servir dois mil pratos e cortar 600. As pessoas ficaram sem ter onde almoçar e são usuários que precisam, ambulantes, gente que trabalha na área e não tem condições de pagar mais", diz.
O corte tem gerado constrangimento também para os funcionários do Restaurante Popular. "Abrimos às 10h30 e, quando dá 11h30, já vou para a porta para avisar que está acabando. Quando chega 12h, já não temos como servir. Preciso ficar lá na frente explicando às pessoas o que está acontecendo", acrescenta.
A restrição tem alterado, inclusive, a rotina de quem se alimenta por lá, que passou a chegar mais cedo com medo de não encontrar mais comida. Outra saída encontrada pelos usuários, afirma Dorgival, é pegar duas senhas por vez e já garantir o almoço do dia seguinte.
O gerente do local diz que não há previsão para que a situação se normalize e somente a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), responsável pelo decreto que determinou a redução, pode reverter o quadro. A administração do estabelecimento é feita pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
"Isso não é da nossa ossada, então não posso nem dizer quando vai voltar ao normal. A Apae faz apenas a administração, mas quem recebe e repassa os recursos que vêm do Governo Federal é a secretaria. Só podemos retomar as duas mil refeições diárias com ordem da Semas, quando ela disser que pode", destaca Dorgival.
De acordo com ele, não há possibilidade de aumentar o preço para que o número de almoços volte à quantidade anterior. Como é um programa federal – a União disponibilizou o maquinário e o município fica responsável pela gestão –, somente com um acordo entre todas as partes para isso.
Con gazetaweb.com
