Deputados criticam veto a reajuste para o Judiciário
O veto da presidente Dilma ao projeto de Lei complementar que concede reajuste aos servidores do Judiciário foi tema de discussão entre parlamentares cearenses. Para o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB), que acredita na derrubada do veto, a crise econômica não é justificativa
Ceará247 - Deputados cearenses discutiram em audiência pública na sexta-feira (13) a pressão pela derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei complementar (PLC) nº 28/2015, que concede reajuste aos servidores do Judiciário. O veto ao projeto, que prevê aumento dos salários dos servidores do Judiciário de 53% a 78,56%, está agendado para ser votado próxima terça-feira (17/11) na Câmara dos Deputados.
Para o deputado Audic Mota (PMDB), autor do requerimento, o veto da presidente Dilma Rousseff fere o direito dos servidores ao reajuste. "Nós queremos que essa discussão, aqui na Assembleia Legislativa, possa chegar até a bancada do Ceará no Congresso Nacional como apelo para que vote a favor da derrubada do veto",defendeu o parlamentar.
O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE) defendeu e a ampliação do debate sobre o PLC nº 28/15 em diferentes espaços políticos, como assembleias legislativas e câmara municipais, além do Congresso Nacional. Segundo ele, o trabalho do servidor público federal também tem impacto nos estados e municípios. O parlamentar disse ainda confiar na derrubada do veto pelo Congresso Nacional. Na avaliação de Raimundo Gomes de Matos, a crise econômica não é justificativa para a manutenção do veto.
De acordo com a presidente do sindicato dos servidores da Justiça Eleitoral do Ceará (Sinje-Ce), Eliete Maia, a categoria está há nove anos sem reajuste. O último plano de cargos e salários é de 2006, que concedeu reajuste parcelado em quatro vezes a ser pago até 2008. Eliete Maia lembrou que a luta da categoria é pela recomposição das perdas salariais. "Qual a categoria que se sustenta sem nenhuma database, sem reposição inflacionária por tantos anos?", indagou.