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"Dilma está perdendo condições para ser candidata"

Para o cientista político e marqueteiro Antônio Lavareda, a presidente Dilma Rousseff (PT) está perdendo as condições necessárias para ser candidata pelo PT à presidência da República nas eleições de outubro; segundo ele, Dilma estaria ameaçada pela baixa popularidade, pelo rumo da economia brasileira e por um desgaste do governo do PT, que há doze anos ocupa o Palácio da Alvorada

Para o cientista político e marqueteiro Antônio Lavareda, a presidente Dilma Rousseff (PT) está perdendo as condições necessárias para ser candidata pelo PT à presidência da República nas eleições de outubro; segundo ele, Dilma estaria ameaçada pela baixa popularidade, pelo rumo da economia brasileira e por um desgaste do governo do PT, que há doze anos ocupa o Palácio da Alvorada (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - Para o cientista político e marqueteiro Antônio Lavareda, a presidente Dilma Rousseff (PT) está perdendo as condições necessárias para ser candidata pelo PT à presidência da República nas eleições de outubro. Durante entrevista pra o Brasil Econômico, o estudioso avaliou o cenário atual da política no Brasil e afirmou que Dilma estaria ameaçada pela baixa popularidade, pelo rumo da economia brasileira e por um desgaste do governo do PT, que há doze anos ocupa o Palácio da Alvorada.

“Desde 1989, nas eleições presidenciais democráticas do Brasil pós-ditadura, nunca houve um candidato que tenha sido eleito ou reeleito sob o antagonismo manifesto do mercado. Entretanto, todas as vezes em que a presidente Dilma tem enfrentado dificuldades e assistido à queda de seus índices, a bolsa de valores tem subido, automática e simetricamente”, relatou Lavareda. De acordo com o estudioso, o mercado já definiu uma rejeição para a petista.

Para o estudioso,  a presidente precisa tomar medidas para se recompor com o mercado. Como exemplo, Lavareda apontou a substituição do atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, por um nome “mais sintonizado com o mercado”. Ao dar uma sugestão, Lavareda apontou o nome do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, como um possível substituto para o ministério.

O cientista político também pesou o impacto que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter na candidatura de Dilma, e avaliou que o ex-presidente não será tão decisivo para assegurar a reeleição de Dilma quanto no cenário de 2010. “O apoio de Lula continua sendo importante, mas é um apoio político. Lula é o capitão do time que apoia a presidenta. Mas o que será tratado basicamente pelos eleitores são os sentimentos despertados pela administração de Dilma nestes quatro anos”, relatou Lavareda.

A junção dos fatores, apontaria, então, para a possibilidade de Lula substituir a presidente e encabeçar a chapa do PT à presidência, apesar de ambos os petistas terem confirmado diversas vezes que Dilma é a candidata. “Se o declínio de Dilma continua, será extremamente difícil deixar no banco de reservas a grande estrela do PT, o Lula”, assegurou Lavareda. A possibilidade de Lula virar candidato ao invés de Dilma surgiu com o movimento do “volta Lula!”, manifestado por membros do PT de várias partes do Brasil.

Acerca do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE), que serão rivais de Dilma em outubro, Lavareda classificou os presidenciáveis como “candidatos do século 21”. “No caso de Aécio, ele tem um partido com maior tempo de TV, que é melhor estruturado nas áreas importantes do País. Já Eduardo tem a seu favor um posicionamento que não bate com o lulismo”, analisou Lavareda.

“Temos as eleições que são, se não as mais complexas, com certeza as mais imprevisíveis pós-ditadura”, afirmou Lavareda, ressaltando que o pleito acontecerá logo após a realização da Copa do Mundo do Brasil, e junho. Quando questionado se acreditava na reeleição de Dilma, o estudioso foi categórico. “O que eu acho é que ela está perdendo as condições de se manter como candidata. Isso é até mais grave”, cravou.