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Estado inclui prefeitura nas discussões do VLT

Para evitar mais desgastes, governo vai criar outro Comitê Executivo para abrigar administração municipal. Exclusão do primeiro comitê fez com que deputados da oposição criticassem projeto do VLT. Governo debate com comerciantes os impactos que obra vai causar e avisa que está disposto a colaborar para diminuir os prejuízos

Estado inclui prefeitura nas discussões do VLT (Foto: RODRIGO CABRAL)

Goiás 247_ Grande aposta do governo estadual para mudar profundamente a mobilidade urbana de Goiânia, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) enfrenta algumas barreiras na fase final de implantação do projeto. A obra será tocada majoritariamente com recursos dos governos estadual e federal. O governador Marconi Perillo já garantiu cerca de R$ 300 milhões dos cofres do Estado e o PAC da Mobilidade, do governo Dilma Rousseff, vai colaborar com R$ 215 milhões.

É justamente aí que está um dos empecilhos. A prefeitura de Goiânia se sente desprestigiada e excluída da obra e da finalização do projeto. A prefeitura ficou de fora do comitê executivo no projeto de lei aprovado pela Assembleia. O que resultou num revide da parte dos deputados da oposição. E agora o governo estadual tenta evitar mais desgastes com a prefeitura.

Para isso vai criar outro comitê par abrigar o executivo goianiense. “Sem a Prefeitura, a obra simplesmente não consegue nem sair do papel”, diz um integrante do governo à coluna Giro do jornal O Popular.

Um dos que mais criticaram a proposta do VLT foi o deputado estadual Luis Cesar Buen (PT). Mesmo sendo do partido da presidente Dilma Rousseff, que está apoiando a obra, o parlamentar disparou contra a obra. Ele afirmou que o tipo de transporte proposto é ultrapassado, lento, e permite poucos passageiros em cada unidade. No mesmo, Luis Cesar também criticou a ausência da prefeitura.

O titular da Secretaria de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Sílvio Souza, rebateu as críticas de Bueno e disse que o projeto não demanda a realização de desapropriações e, ao contrário do que diz petista, os trilhos passarão exatamente na pista onde hoje existe o BRT. Em paralelo, serão construídos trechos de ciclovias. Seis quilômetros no total.

impactos

Os impactos que as obras de implantação do VLT no corredor Anhanguera irão causar nas atividades comerciais e de prestação de serviços, foram discutidos na tarde de quarta-feira (28), no Palácio das Esmeraldas, entre o governador Marconi Perillo, auxiliares e dirigentes de entidades ligadas ao comércio e à indústria.

O objetivo do governo é debater as medidas que poderiam ser tomadas para amenizar os prejuízos que os comerciantes poderão ter durante o período em que a obra estará sendo realizada. Segundo Carlos Maranhão, presidente da Metrobus, o diálogo foi considerado produtivo, “uma vez que o governo está disposto a fazer concessões, tanto em relação à parte física quanto à fiscal”.

A intenção, alerta Maranhão, é dar prosseguimento à obra interferindo o mínimo possível na fluidez do trânsito de carros e pessoas. “Há maneiras de se compatibilizar o andamento da obra com a normalidade da vida do centro da cidade. É só uma questão de planejamento”, entende.

O diálogo tem data para nova rodada. Será no dia 14 de dezembro, ocasião em que será apresentado o projeto do trem de passageiros. Nesse dia, os dirigentes de entidades tomarão conhecimento de todos os detalhes da construção e seus impactos e fecharão acordo com o governo para que a obra seja iniciada atendendo ao interesse coletivo.

Segundo Maranhão, o diálogo entre o governo e as entidades será permanente. O governo quer evitar manifestações de descontentamento por parte dos comerciantes como as ocorridas em 1998 por ocasião da implantação do corredor de ônibus do eixo Anhanguera. Naquela ocasião, a via ficou completamente interrompida por meses, causando prejuízo aos comerciantes e provocando congestionamentos gigantescos nas ruas centrais da capital.

Da reunião desta quarta-feira, com o governador, participaram dirigentes da CDL, Acieg, Fecomércio, Facieg e Fieg. O governador estava assessorado ainda pelos secretários de Cidades, Sílvio Sousa, e do Planejamento, Giuseppe Vecci.