Figueiredo defende preservação das instituições brasileiras
O deputado federal André Figueiredo (PDT), ex-ministro das Comunicações durante o governo Dilma, falou sobre a ação movida pelo partido, no STF, para tentar reverter a reforma administrativa que vem sendo feita pelo presidente interino Michel Temer. Para ele, um governo transitório deve atuar apenas em medidas emergenciais. “Esperamos reverter essas ações no STF para que o Brasil não tenha toda sua estrutura desmontada e possamos preservar instituições importantes para o Brasil"
Ceará247 - Ex-ministro das Comunicações, o deputado federal André Figueiredo (PDT), manifestou-se ontem (23) sobre o ingresso da ação no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo PDT, para tentar reverter a reforma administrativa que vem sendo delineada no governo interino de Michel Temer. “Com o afastamento da presidente Dilma e a interinidade de Michel Temer, o país vive momento político e jurídico sem precedentes porque o processo de impeachment ainda está em curso. O impedimento é uma situação temporária, que não permite ao titular cumprir os deveres e responsabilidades da Presidência. Por isso a nomenclatura de interino, atuando apenas em medidas emergenciais”, argumentou.
Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, também nesta segunda, André ainda apontou o retrocesso nos direitos de aposentados, com a extinção do Ministério da Previdência. Para ele, os aposentados passarão a ser tratados como números a partir de políticas inseridas no âmbito do Ministério da Fazenda. “Nossos aposentados terão de conviver dentro do Ministério da Fazenda com uma política cada vez mais conservadora”.
O vice-presidente nacional do partido ainda falou da preocupação de edição de medidas como a MP 727/16, que permite a desestatização de empresas públicas. “Não podemos votar contra o Brasil. Essas medidas que aí estão comprometem de uma forma irreversível o Estado brasileiro. O caráter desse governo é transitório e de substituição. Esperamos reverter essas ações no STF para que o Brasil não tenha toda sua estrutura desmontada e possamos preservar instituições importantes para o Brasil e áreas como a cultura, acadêmica e dos movimentos sociais”, disse.