Graça: 'Refinaria Abreu e Lima custará US$ 18,4 bi'
Presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou que a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), na Região Metropolitana do Recife, deve ter um custo final de US$ 18,5 bilhões; a informação foi dada durante depoimento da dirigente à Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que investiga irregularidades nos contratos da estatal; de acordo com Graça, o primeiro valor previsto, de US$ 2,4 bilhões, não poderia ser efetivamente aplicado por abranger apenas uma etapa preliminar da refinaria
Pernambuco 247 - A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou que a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), na Região Metropolitana do Recife, deve ter um custo final de US$ 18,4 bilhões. A informação foi dada durante depoimento da dirigente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga irregularidades nos contratos da estatal. De acordo com Graça, o primeiro valor previsto, de US$ 2,4 bilhões, não poderia ser efetivamente aplicado por abranger apenas uma etapa preliminar da refinaria.
Graça disse que o custo inicial da Refinaria era estimado em US$ 13,4 bilhões. Na segunda etapa do processo este valor subiu para US$ 15 bilhões e posteriormente foi elevado para US$ 18,5 bilhões. A construção, que registra três anos de atraso para a sua conclusão, tem 87% de execução física e 84% de execução financeira.
Apesar do atraso e do custo maior do que o previsto, Graça defendeu a unidade pernambucana e afirmou que a Rnest nunca deu prejuízos para a Petrobras, ao contrário da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), a qual chegou a dar prejuízos de US$ 500 milhões no balanço da estatal brasileira.
De acordo com a presidente da estatal os estudos de viabilidade da refinaria foram aprovados antes dos investimentos serem feitos. “Todas as fases de construção da Rnest tiveram estudos de viabilidade técnica e econômica”, declarou. Em depoimento para a CPI, há cerca de duas semanas, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, havia dito que o conselho de administração da Refinaria Abreu e Lima não tem a responsabilidade de aprovar estudos de viabilidade.
Entretanto, de acordo com informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, o conselho havia aprovado a realização do Estudo de Viabilidade Econômico-Financeira (EVTE) da unidade pernambucana menos de dois anos depois de iniciados os processos de contratação de prestadores de serviços e fornecedores, no início de 2010.
Antes do estudo, o conselho de administração já havia aprovado um “plano básico de organização” para a refinaria, em 2008. Em 2009, também foi aprovado um empréstimo de R$ 10,5 bilhões do BNDES.
Durante o depoimento, Graça afirmou ainda que a Rnest já teve 318 contratos e 343 aditivos, mas que não são todos relacionados ao aumento do orçamento para a obra. De acordo com a presidente, muitos dos aditivos tratam de mudanças do projeto original.
