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Grito dos Excluídos quer levar 10 mil à Paulista

Com o lema “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”, marcha da Igreja Católica e dos movimentos sociais defendem abertamente o “Fora Cunha”, em referência ao presidente da Câmara Federal; manifesto divulgado pelo Movimento dos Sem Terra (MST), Central de Movimentos populares (CMP), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Frente de Luta pela Moradia (FLM), entre outras entidades, reivindicam também a manutenção do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) e mudanças na política econômica do governo

Com o lema “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”, marcha da Igreja Católica e dos movimentos sociais defendem abertamente o “Fora Cunha”, em referência ao presidente da Câmara Federal; manifesto divulgado pelo Movimento dos Sem Terra (MST), Central de Movimentos populares (CMP), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Frente de Luta pela Moradia (FLM), entre outras entidades, reivindicam também a manutenção do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) e mudanças na política econômica do governo (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - A 21ª edição do Grito dos Excluídos neste 7 de Setembro terá manifestações em pelo menos 25 dos 27 Estados brasileiros. As maiores concentrações devem acontecer em Aparecida do Norte e em São Paulo, capital, onde são esperadas cerca de 10 mil pessoas. Na pauta, os movimentos sociais reivindicam a defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e mudanças na política econômica do governo.

Manifesto divulgado pelo Movimento dos Sem Terra (MST), Central de Movimentos populares (CMP), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Frente de Luta pela Moradia (FLM), entre outros, pede expressamente o "Fora Cunha".

O lema da marcha é “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome?” Representantes de dez estados brasileiros estiveram, em abril, reunidos em São Paulo (SP) para um momento de construção coletiva do Grito refletindo a conjuntura nacional e a própria Campanha da Fraternidade que convida a todos na Igreja a olhar para a sociedade, seus desafios e se coloquem em atitude profética de serviço.

O vice-coordenador nacional da Pastoral Carcerária o Padre Gianfranco Graziola, que participou dessa reunião em São Paulo, explica o lema do 21º Grito dos Excluídos .

“Começamos perguntando-nos: ‘Que País é este?’ E as respostas vêm do dia a dia, das periferias, onde sobrevivem as famílias pobres, das juventudes que sofrem as retaliações e as exclusões de uma sociedade elitista e seletiva, dos negros e periféricos vítimas das drogas e do sistema, encarcerados e esquecidos nos porões e pocilgas humanas do perverso sistema carcerário, dos operários de quem, aos poucos e sutilmente, são retirados os direitos, dos idosos mendigando o direito a viver com dignidade os últimos dias de sua vida”, afirma o Padre.

Sobre a questão da mídia, padre Gianfranco argumenta como o Grito dos Excluídos pode chamar a atenção para o poder dos meios de comunicação na manipulação da sociedade.

 “O Grito chega ao seu 21º ano de realização e não pode se calar; mesmo não sendo o evento das grandes massas é, porém, a fala de quem não se deixou engolir pelo desespero do mundo, pelos ventos de morte e destruição que usando as asas da mídia nos querem roubar a esperança, querem tirar de nós o profetismo que a cada ano que passa se torna mais forte e necessário e que este ano mais uma vez gritará: Vida em primeiro lugar para depois colocar a questão: Que País é este que mata a gente, a mídia mente e nos consome?”