Investimento com turbina social
Com agilidade do Twitter e do Facebook, investidor fica por dentro das últimas do mercado sem sair do homebroker
Luciane Macedo _247 - Com a explosão de popularidade do Facebook e do Twitter entre os brasileiros, as corretoras estão cada vez mais usando as redes sociais como canais privilegiados de comunicação com os clientes. A agilidade das redes permite entregar informação essencial para o investidor assim que uma notícia quente ou um fato relevante no mercado afetam o pregão. Investidores plugados nas redes têm mais chances de tomar uma decisão e mudar de rota, se for o caso, em tempo de evitar um potencial prejuízo. Informação no tempo certo é uma commodity valiosa no mercado financeiro. E quem usa o homebroker para investir pela internet já pode ter as redes sociais ao alcance de um click para turbinar seus investimentos.
A CMA, multinacional líder na América Latina em soluções de negociação eletrônica para os mercados financeiro e de commodities, acaba de lançar, dentro de seu sistema de homebroker, as interfaces de integração direta com o Facebook e o Twitter. Através delas, as corretoras e os usuários das redes sociais poderão conversar, trocar informações, análises de mercado e orientações sobre a compra e venda de ações, opções e futuros, tudo em tempo real e sem sair do homebroker.
"O mundo mudou e os investidores também. Agora, não basta que os sistemas de negociação sejam rápidos, seguros e repletos de funcionalidades de apoio. É necessário, também, que sejam cada vez mais fáceis e simples de usar e que estejam acessíveis a partir de vários pontos de contato. Chamamos isso de convergência de canais de investimentos", explica Raphael Juan, diretor de Produtos e Mercados da CMA.
Cerca de 220 mil investidores das principais corretoras brasileiras terão acesso à plataforma de negociação pela internet plugada nas redes sociais. A Um Investimentos e a Walpires, entre 15 corretoras que já contraram a tecnologia da CMA, estão em processo de atualização de seus homebrokers ou em fase de testes.
Segundo a CMA, atualmente, os investidores e simpatizantes da Bolsa concentram-se nas classes A e B, com uma pequena parcela na classe C. Em geral, é um público que já está conectado às redes sociais. O Brasil desponta como o segundo maior mercado tanto do Facebook, quanto do Twitter, com 50 milhões e 33 milhões de usuários, respectivamente.
Muitos fãs das redes têm perfil para investir na Bolsa, mas a falta de conhecimento dificulta o acesso destes potenciais investidores ao mercado, especialmente na classe média ascendente que, em grande medida, ainda se apega a mitos como "Bolsa não é um investimento seguro" ou "é preciso ter muito dinheiro". Colocar as redes sociais dentro do homebroker é também uma forma de aproximar este público não só da Bolsa, mas também da diversidade de investimentos que as corretoras oferecem -- ações, ETFs, fundos imobiliários e Tesouro Direto, entre outros.
"Não aplicamos naquilo que não conhecemos", pondera Juan. "Além disso, muitos investidores acabam comprando e vendendo ações solitariamente, o que gera uma maior insegurança para quem está operando", avalia. Com a integração do homebroker às redes sociais, investidores recém-chegados ao mercado poderão aproveitar melhor o suporte das corretoras para aumentar seu nível de segurança ao lado de profissionais credenciados. Muitos novatos deixam de participar de chats antes, durante e depois do pregão, ou de conversas com analistas, que tiram dúvidas, analisam ações e comentam estratégias, por não saber quando estes encontros acontecem.
Além do Brasil, o homebroker com acesso direto às redes sociais também estará disponível para corretoras na Argentina, Colômbia, Peru, México e Estados Unidos, onde a CMA também atua.