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Lereia enfrenta processo de cassação na Câmara

Procedimento administrativo pediu a abertura de ação disciplinar contra deputado do PSDB por entender que houve quebra de decoro parlamentar nas suas relações com o contraventor Carlos Cachoeira; por unanimidade, integrantes da Mesa Diretora da Câmara aprovaram encaminhamento do caso ao Conselho de Ética

Lereia enfrenta processo de cassação na Câmara

Agencia de la Cámara_ A Mesa Diretora da Câmara decidiu nesta quarta-feira (19) encaminhar ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar pedido de abertura de processo disciplinar contra o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO).

O parecer do relator do procedimento administrativo, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), pediu a abertura do processo disciplinar contra Leréia, por entender que houve quebra de decoro parlamentar nas suas relações com o contraventor Carlos Cachoeira. Os integrantes da Mesa aprovaram unanimemente o parecer.

Segundo Goergen, “a relação comercial, com ganhos, entre Leréia e Cachoeira não é compatível com o mandato parlamentar”. De acordo com o relator, Leréia teria alertado Cachoeira sobre uma investigação policial em trânsito, além de o parlamentar possuir uma aeronave em sociedade com o contraventor e usar telefone e cartão de crédito de propriedade de Cachoeira. Ele ressaltou ainda que Leréia não negou a relação.

Goergen afirmou que a conclusão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira sobre a não responsabilização criminal do deputado Carlos Alberto Leréia não alterou suas convicções sobre a quebra de decoro parlamentar. A CPMI de Cachoeira rejeitou nesta terça-feira (18) o relatório oficial, do deputado Odair Cunha (PT-MG), que pedia o indiciamento ou a responsabilização criminal de 37 pessoas, entre elas o deputado Carlos Alberto Leréia.

“A CPMI nasceu para não dar em nada”, opinou Goergen. “Tenho a satisfação de ser relator do único caso que avançou envolvendo Carlos Cachoeira”, completou.

Goergen recomendou a cassação de Leréia, mas a decisão sobre a quebra do decoro parlamentar e a pena aplicável caberá ao Conselho de Ética. “Enquanto existir o voto secreto, temo que a cassação possa não ocorrer”, destacou o relator.

O deputado Carlos Alberto Lereia afirmou que só se pronunciará no Conselho de Ética.