Marília Arraes sinaliza que Geraldo deve ser punido
Vereadora Marília Arraes (PSB), prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, reagiu ao balanço de final de ano em que o gestor defende um projeto de Lei de sua autoria para criar uma empresa de economia mista com o objetivo de negociar títulos da dívida ativa do município parcelado para ampliar as receitas; de acordo com a vereadora, os prefeitos que realizaram operações parecidas no País serão punidos; ela diz que "o dinheiro deve ser ressarcido aos cofres públicos, pois isso cria Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) que não é autorizada pela Constituição Federal, nem prevista na LRF"
Pernambuco 247 – A vereadora Marília Arraes (PSB), prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, promete ser "uma pedra no sapato" do seu correligionário e prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), de quem foi secretária de Juventude. Nesta segunda-feira (8), a parlamentar reagiu ao balanço de final de ano em que o gestor defende um projeto de Lei de sua autoria para criar uma empresa de economia mista com o objetivo de negociar títulos da dívida ativa do município parcelado para ampliar as receitas.
De acordo com a vereadora, os prefeitos que realizaram operações parecidas no País serão punidos. Marília chamou a operação de "Golpe das Debêntures". "Em todos os casos, os gestores serão punidos e o dinheiro deve ser ressarcido aos cofres públicos, pois isso cria Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) que não é autorizada pela Constituição Federal, nem prevista na LRF", afirmou a vereadora via Facebook. "As prefeituras e governos estaduais estão utilizando a venda de créditos da Dívida Ativa para conseguir dinheiro rápido. A conta não é paga na hora, mas anos mais tarde, quando o dinheiro para o pagamento já não existe", complementou.
Sobre a proposta de criar uma empresa de economia mista, Geraldo Julio havia dito que está "absolutamente seguro com relação a essa operação". "Ela já foi feita por outros estados, outras capitais, e é vantajosa para prefeitura", acrescentou o gestor, em coletiva de imprensa. "Se o contribuinte fosse pagar à vista, ele teria um desconto de 70%. Então eu pegaria um milhão e receberia R$ 300 mil. Vou receber um milhão à vista. É extremamente vantajoso".
Desde a pré-campanha eleitoral, tanto para o governo de Pernambuco como para a presidência da República, Marília tem criticado o PSB. Os desentendimentos começaram quando a parlamentar manifestou sua posição contrária à postulação do ex-secretário estadual da Fazenda Paulo Câmara (PSB) ao governo de Pernambuco.
A vereadora também criticou slogan "nova política" utilizado pelo seu partido, sob o argumento de que não era condizendo com as alianças do PSB, que tinha como aliado, por exemplo, o PSDB em Pernambuco e em São Paulo. Marília foi contra o apoio do PSB ao senador Aécio Neves (PSDB-MG).
em relação a Geraldo Julio, a parlamentar rebateu as acusações do prefeito contra o então candidato ao governo estadual Armando Monteiro (PTB-PE), em setembro deste ano. O gestor havia comentado que o petebista seria contra o Pacto pela Vida, programa que reduziu em 37% o número de homicídios no estado, de 2007, quando foi criado, a 2013, segundo dados do governo estadual.
“A gente não pode dizer que um prefeito como Geraldo Julio conhece efetivamente o Recife. Para a pessoa ser prefeito do Recife ou governador do Estado, precisa já conhecer a cidade ou o Estado”, disse a vereadora.
