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Ministros devem manter caso Azeredo no STF

Corte decide na próxima quinta-feira se o julgamento do mensalão tucano continuará em tramitação no STF, após a renúncia do ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG); o plenário vai avaliar se a renúncia teve a intenção de retardar o fim da ação penal; procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que Azeredo atuou como “um maestro” no esquema e que ele desviava recursos públicos em benefício próprio para financiar sua campanha política

Corte decide na próxima quinta-feira se o julgamento do mensalão tucano continuará em tramitação no STF, após a renúncia do ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG); o plenário vai avaliar se a renúncia teve a intenção de retardar o fim da ação penal; procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que Azeredo atuou como “um maestro” no esquema e que ele desviava recursos públicos em benefício próprio para financiar sua campanha política (Foto: Roberta Namour)

247 - O Supremo Tribunal Federal (STF) decide na próxima quinta-feira (27) se o julgamento do mensalão tucano continuará em tramitação na Corte, após a renúncia do ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

A tendência, segundo Ilimar Franco, do Globo, é que ministros mantenham processo na Casa.

Azeredo é investigado por desvio de dinheiro público durante a campanha pela reeleição ao governo de Minas Gerais em 1998.

Com a renúncia, perdeu o foro privilegiado e o processo poderá ser remitido à Justiça de primeira instância, atrasando o julgamento. No entanto, o envio das acusações não é automático. No caso do ex-governador mineiro, o plenário vai avaliar se a renúncia teve a intenção de retardar o fim da ação penal.

O ex-parlamentar renunciou ao mandato em fevereiro, após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentar as alegações finais, última fase antes do julgamento da ação penal. Janot afirmou que Azeredo atuou como “um maestro” no esquema e que ele desviava recursos públicos em benefício próprio para financiar sua campanha política. O procurador também diz que a prática dos crimes só foi possível por meio do "esquema criminoso" montado pelo publicitário Marcos Valério, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão (con Agência Brasil).