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Moinho será interditado parcialmente pelo MTE

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está reunindo subsídios técnicos para pedir a interdição o Moinho Motrisa, em Maceió, que continua funcionando. Na segunda-feira (7) ocorreu o desabamento de um dos silos que estocava trigo

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está reunindo subsídios técnicos para pedir a interdição o Moinho Motrisa, em Maceió, que continua funcionando. Na segunda-feira (7) ocorreu o desabamento de um dos silos que estocava trigo (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deve interditar parcialmente, na manhã desta quinta-feira (10), a estrutura física do Moinho Motrisa, que continua com as máquinas funcionando desde que ocorreu o desabamento de um dos silos, na última segunda-feira (7). De acordo com o auditor-fiscal do Trabalho no MTE, Elton Machado, a fábrica ainda não recebeu nenhuma notificação, já que alguns subsídios técnicos estavam sendo reunidos para que a interdição pudesse ser determinada.

Segundo ele, será definida uma área na qual deverão ser proibidos o funcionamento e o fluxo de pessoas na fábrica, já que o rompimento do silo pode ter acontecido devido a problemas estruturais.

"Os outros silos apresentam fissuras aparentes, por isso, os setores da empresa que ficam mais próximos dessas estruturas serão interditados até que o moinho apresente um laudo técnico de um especialista atestando que não há riscos", destacou.

As máquinas do moinho continuam funcionando desde que aconteceu o acidente para que os outros silos possam ser esvaziados, confirme determinação da Defesa Civil. Juntos, eles estavam carregados com mais de 2 mil toneladas de trigo.

Os trabalhos para a retirada dos blocos de concreto que continuam pendurados no silo que desabou deveriam ser retomados no início desta manhã, mas até as 9h30 nenhuma movimentação nesse sentido havia sido registrada. Ontem, o MTE interrompeu a operação pelo fato de que o trabalhador responsável para executá-la não estava habilitado para o serviço.

De acordo com o coronel Edvaldo Nunes, da Defesa Civil Estadual, a liberação das vias, das casas e dos pontos comerciais só poderão acontecer depois que esses blocos forem retirados.

"Os pontos comerciais do entorno do Moinho Motrisa só serão liberados para reabertura depois que os blocos forem retirados e a empresa apresentar um laudo de um engenheiro atestando que não há riscos de novos desabamentos. Depois disso, todas as casas passarão por uma análise para que possam ser liberadas. Já a Avenida Comendador Leão só terá o fluxo de veículos retomado depois que o moinho fizer uma contenção do lado de onde ocorreu o desabamento do silo", destacou.

Con gazetaweb.com