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Novato, PSD fica bem com todos em Minas

Ainda sem um ano de vida, partido criado por Gilberto Kassab especializa-se em ficar sobre o muro no estado. Nas eleições municipais em BH, dividiu-se entre Lacerda e Patrus; agora, a ambiguidade está no apoio a Dilma ou Aécio em 2014

Novato, PSD fica bem com todos em Minas

Minas 247 - Sem ainda completar seu primeiro ano de vida, o PSD criado pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab é só ambiguidade em Minas Gerais. A ponto de estar bem com os dois principais lados em disputa em 2014 na política nacional: o grupo do senador Aécio Neves, do PSD; e o da presidente Dilma Rousseff, do PT.

A ambiguidade já havia se revelado nas últimas eleições municipais, particularmente em Belo Horizonte. O diretório municipal do partido havia optado pelo apoio à reeleição de Marcio Lacerda (PSB); depois, com o rompimento da aliança dos socialistas com os petistas na capital mineira, Kassab interveio pela adesão à candidatura de Patrus Ananias (PT) -- no fim das contas, a Justiça Eleitoral deu ganho de causa ao candidato Lacerda.

Agora, a briga é maior, pois envolve a disputa pela presidência da República em 2014. O PSD negocia com Dilma participação no governo, o que, se confirmada, significará a entrada na base aliada federal e, consequentemente, o apoio à reeleição. Mas a seção mineira do partido, ligada a Aécio, tem um discurso diferente.

Leia trecho da matéria da jornalista Bertha Maakaroun, del diario Estado de minas (hacer clic aquí para ir ao site do jornal):

Mesmo apoiando e negociando participação no governo Dilma Rousseff (PT), parte do PSD mineiro ligado ao senador Aécio Neves (PSDB) quer dissociar essa proximidade do seu alinhamento político nas eleições de 2014. A informação é de Cássio Soares (PSD), secretário de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). “É mais prudente para o partido liberar os estados para que tomem em 2014 o rumo que for mais conveniente para as bancadas”, disse nessa segunda-feira Cássio Soares, em referência às negociações em curso entre Dilma e o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda. Estão em discussão dois ministérios. Além do próprio Kassab, são nomes cotados o de Paulo Simão, presidente estadual do PSD em Minas, e o da senadora Kátia Abreu (PSD-TO). 

Criado este ano, o PSD viveu, em Minas Gerais, o primeiro racha já na sucessão à Prefeitura de Belo Horizonte. Os deputados estaduais e federais ligados ao governo Antonio Anastasia (PSDB) e a Aécio Neves apoiaram a candidatura à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Atendendo  pedido de Dilma, entretanto, Kassab orientou a legenda em Belo Horizonte a dar sustentação à candidatura de Patrus Ananias (PT). Enquanto Paulo Simão seguiu a orientação nacional, a base ligada ao governo de Minas fez enfrentamento político e na Justiça, mantendo o partido com o seu tempo de televisão com a candidatura de Lacerda.

Na semana passada, a executiva estadual do PSD se reuniu para aparar as arestas. Além das sequelas da sucessão municipal foi discutido o posicionamento do partido em 2014, uma vez que Kassab tem declarado apoio à reeleição de Dilma. “Essa questão foi tratada com Paulo Simão. Foi dito que se o PSD integrar o governo federal isso nada terá a ver com as eleições de 2014. A outra possibilidade é de que o PSD libere os estados, pois em Minas os deputados estaduais e federais têm história com Aécio e vão apoiá-lo na disputa pela Presidência da República”, considerou Cássio Soares.