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O “micos” da oposição em Goiás

A oposição em Goiás se mostra perdida em seu emaranhado de contradições, limitações e até mesmo ignorância. Os agentes políticos que integram o grupo oposicionista se furtam de discutir os problemas de Goiás

A oposição em Goiás se mostra perdida em seu emaranhado de contradições, limitações e até mesmo ignorância. Os agentes políticos que integram o grupo oposicionista se furtam de discutir os problemas de Goiás e soluções para que o Estado avance no cenário nacional. O esporte favorito da oposição é atacar Marconi Perillo. No sistema democrático, o trabalho de oposição é extremamente salutar para que as instituições públicas funcionem e o governo se estabeleça como representante genuíno do povo. Saber conviver com a oposição é uma tarefa inerente a qualquer governante.


Em Goiás, a oposição se reúne apenas em eventos políticos-partidários e o objetivo é sempre o mesmo: tentar macular a imagem de Marconi Perillo. Os projetos para Goiás ficam sempre em segundo plano. E tentar entender o que faz de Goiás hoje um Estado de ponta no país parece ser tarefa das mais árduas. Procure tenta saber qual o grande projeto da oposição. Qual foi a última vez que Iris Rezende, Vanderlan Cardoso, Júnior Friboi e Dona Iris se reuniram com a intenção de debater os problemas do Estado? Não se achará resposta. Pois, a desorganização e cegueira administrativa imperam no grupo oposicionista.

Cada um está mais preocupado com seu projeto individual. Sua vaidade. Um dos exemplos é o ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso. Neste segundo semestre de 2012, Vanderlan tentou vestir a mesma armadura que vestira em 2010 – a da inovação. Mais uma vez o empresário tenta se apresentar no campo político como o salvador da Pátria ou aquele detentor das ideias mais revolucionárias. O discurso dele é sempre o mesmo: tudo que está sendo feito é errado e a solução para todos os problemas está em eleger alguém da sua proclamada “terceira via”.

Esta “via” se apresentou em 2010 como a grande novidade. Debaixo dos braços inoperantes de Alcides Rodrigues e guiado por Jorcelino Braga, o ex-prefeito Vanderlan Cardoso parecia ser a salvação para tudo. Era o contraponto para o embate clássico entre Marconi e Iris Rezende. O desempenho fraco, a postura apagada e o discurso vazio fizeram com que Vanderlan fracassasse já no primeiro turno.  Na segunda etapa da eleição preferiu subir ao palanque de Iris e pela primeira vez pisou na cabeça da renovação. É um paradoxo dos grandes o político que se diz revolucionário se alinhar logo com aquilo de mais arcaico que existe na política de Goiás.

A união da “renovação” com a tradição irista levou um revés e viu Marconi ser governador pela terceira vez. Não bastasse o namoro infrutífero da eleição, Iris e Vanderlan decidiram selar a união em definitivo. O ex-prefeito de Senador Canedo pegou suas malas e se mudou para o PMDB. Foi recebido com fogos, festa e beijos. A promessa era de trabalho conjunto para dominar o Estado por meio de um projeto grandioso de expansão do PMDB Mais uma vez o fracasso político bateu à porta de Vanderlan. Ele não se impôs e foi engolido por Iris, que também nunca deixou seu pupilo mostrar a que veio. É o ciúme que tanto corrói a oposição. 

Vanderlan saiu com uma mão na frente e outra atrás. Uma passagem melancólica pelo PMDB. Um trabalho que em momento algum debateu Goiás e suas necessidades.


Livre do PMDB, o empresário tenta ressuscitar sua terceira via. E na primeira tentativa já deu com os burros n’água. A candidatura de Simeyzon sequer foi notada na eleição para prefeito de Goiânia. Mesmo assim, Vanderlan já avisou que a terceira via está mais viva do que nunca. E acredite, até mesmo Jorcelino Braga é cotado pelo empresário para ser candidato ao governo.

 
O que acontece é que ninguém sabe quais são os planos da terceira via para Goiás. Vanderlan é empresário e dono de várias fábricas e indústrias. Tem negócios em várias partes do mundo. Seu verdadeiro foco está em manter seu império da indústria alimentícia. Às vezes, ele lembra que talvez ainda seja político e aí decida sair da toca. O discurso é aquele que todos já conhecem. Criticar o governo do Estado aleatoriamente para que tudo respingue em Marconi.

Este é mais um equívoco de Vanderlan Cardoso. São poucos os que acreditam no discurso de “terra arrasada”. Se continuar assim e ser candidato ao governo em 2014, Vanderlan pagará outro mico, ou melhor, alguns “micos”.

 

Luiz Antonio Stival Milhomens (PSDB) é presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM) e prefeito de Nova Veneza/GO