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Operação do MPE prende irmã de prefeita

Uma operação do Ministério Público Estadual (MPE) de combate ao furto de água prendeu em flagrante Ângela Maria Mariana da Silva, irmã da prefeita de Major Izidoro, Santana Mariana da Silva, na caso dos seus pais; técnicos e engenheiros da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) descobriram uma tubulação que foi interligada à rede da Companhia de forma criminosa; ação ocorre no Sertão  alagoano

Uma operação do Ministério Público Estadual (MPE) de combate ao furto de água prendeu em flagrante Ângela Maria Mariana da Silva, irmã da prefeita de Major Izidoro, Santana Mariana da Silva, na caso dos seus pais; técnicos e engenheiros da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) descobriram uma tubulação que foi interligada à rede da Companhia de forma criminosa; ação ocorre no Sertão  alagoano (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Uma operação do Ministério Público Estadual (MPE) prendeu em flagrante, na manhã desta sexta-feira (11), a irmã da prefeita de Major Izidoro, por prática de furto qualificado de água. A ação acontece simultaneamente nos municípios de Major Izidoro e Maravilha, alto Sertão de Alagoas e conta com representantes da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) e apoio policiais civis e militares.

O primeiro flagrante foi registrado na casa dos pais da prefeita de Major Izidoro, Santana Mariana da Silva. O casal não estava no imóvel, porém, a irmã da gestora, Ângela Maria Mariana da Silva, que também reside no local, foi presa em flagrante. 

Os técnicos e engenheiros da Casal descobriram uma tubulação de diâmetro de 50mm que foi interligada à rede da Companhia de forma criminosa. "Esse é um dos motivos pelos quais falta água na cidade. A quantidade de água ilegal que é retirada da rede de abastecimento é enorme porque, durante a semana, são várias as viagens que os carros-pipas fazem. Eles captam a água e abastecem um hotel de propriedade da família e vários órgãos públicos. Isso já constatamos por meio do nosso serviço de inteligência", informou Francisco Beltrão, vice-presidente da Casal. 

Os segundo e terceiro alvos foram os lava jatos JF e Edson, também em Major Izidoro. Seus donos, José Fernandes e Edson Lins dos Santos, também foram detidos pelo crime de furto qualificado de água. No JF, a fraude foi no hidrômetro, praticada com a finalidade da adulteração no consumo de água. Já no lava jato do Edson, a irregularidade foi na captação ilegal de água na rede de abastecimento da Casal. 

"Atendendo ao pleito da Casal, o Ministério Público se juntou a essa força-tarefa para combater essa crime que é tão comum aqui no Sertão. As pessoas presas vão ser responsabilizadas penalmente após os promotores naturais de cada comarca receberem os inquéritos policiais. Além disso, a Casal deverá ingressar com as devidas ações de ressarcimento, buscando reaver os prejuízos sofridos", esclareceu o promotor de Justiça Luiz Tenório. 

Penalidades

Ao todo, 17 alvos serão fiscalizados pelo MPE/AL e pela Casal durante todo o dia de hoje. Até o momento, não houve resistência as prisões e os acusados serão levados as delegacias regionais de Batalha e Santana do Ipanema para a devida lavratura dos flagrantes. 

O crime de furto qualificado prevê pena de prisão que pode variar entre dois e oito anos de reclusão. Os acusados serão indiciados e ficarão à disposição da Justiça.

A operação começou a ser planejada há três meses, depois que denúncias chegaram à Procuradoria-Geral de Justiça através da Casal, informando que políticos da região, produtores rurais e comerciantes estavam fraudando os registros de água e retirando-a ilegalmente das tubulações que levam abastecimento às residências e negócios de pequeno e médio portes nessas cidades.

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