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Operação Porto Seguro ofusca CPI do Cachoeira

Audiências dos ministros Luís Inácio Adams (Advocacia-geral da União) e José Eduardo Cardozo (Justiça), decorrentes da Operação Porto Seguro e marcadas para esta quarta-feira, empurram votação sobre o relatório da CPI do Cachoeira para a próxima terça-feira, dia 11. O relatório final da comissão, lido na última semana na comissão pelo relator Odair Cunha (PT-MG), ainda não é definitivo

Operação Porto Seguro ofusca CPI do Cachoeira (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

247 - A operação Porto Seguro acabou atropelando a CPI do Cachoeira. A votação do relatório final da CPI, marcada inicialmente para esta quarta-feira, vai ficar para a próxima terça-feira, dia 11. As audiências dos advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre a Operação Porto Seguro levaram os parlamentares a adiar a reunião da CPI do Cachoeira que analisaria o texto apresentado pelo relator da comissão, Odair Cunha (PT-MG).

Nesta terça-feira 4, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e os líderes partidários concordaram em retomar a discussão e a votação do relatório apenas na semana que vem. O relatório lido por Odair Cunha na última semana na comissão ainda não é definitivo, já que parlamentares independentes continuam buscando o relator para negociar mudanças que garantam a aprovação do texto.

Durante a leitura do relatório, na semana passada, Odair Cunha afirmou que as sugestões de mudanças poderiam ser enviadas pelos parlamentares até o dia da leitura, mas destacou que tem prerrogativa para aceitá-las ou não. "As propostas devem ser aceitas por mim ou não. Neste caso, quem não concordar com o relatório deve votar contra", disse.

Além das críticas dos independentes, também há queixas da oposição. Integrantes do PSDB não concordam com a recomendação do relator pelo indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Eles dizem considerar o relatório um instrumento de ataque político.