Oposição declara apoio a Paulo Câmara
"Paulo Câmara pactuou conosco que fará uma gestão que honrará a Casa, que dará independência, autonomia e condições para que os mandatos dos vereadores tenham condição de atuar com protagonismo. Para que a Câmara possa sair da inércia e para que a sociedade possa reconhecer nela a sua voz", afirma o vereador Henrique Carballal, do PT, que retirou sua candidatura nesta sexta
Bahia 247
O vereador reeleito Paulo Câmara, do PSDB, deve mesmo ser o presidente do Legislativo municipal a partir do próximo dia 2. A última candidatura que restava além da sua era a do petista Henrique Carballal, que lhe declarou apoio nesta tarde.
"Eu não sou, nem nunca fui candidato de mim mesmo. Fui candidato de um projeto que tinha o PT, o PCdoB e o PSB. Nos unimos e construímos a consolidação de um projeto para a Câmara. Nós entendemos que o nosso agrupamento não conseguiria ampliar a própria base, se não abríssemos mão dos princípios que nos norteiam", explicou Carballal em entrevista ao Bahia Notícias.
O PCdoB já havia retirado a candidatura de Aladilce Souza na quarta-feira (26), mas voltou a se reunir hoje com PT e PSB para reafirmar o posicionamento.
Segundo Carballal, a escolha do tucano deve se dar em chapa única no dia 2. "Paulo Câmara pactuou conosco que fará uma gestão que honrará a Casa, que dará independência, autonomia e condições para que os mandatos dos vereadores tenham condição de atuar com protagonismo. Para que a Câmara possa sair da inércia e para que a sociedade possa reconhecer nela a sua voz".
A única pedra no caminho de Paulo Câmara até então é o vereador Carlos Muniz, do PTN, partido que também aliado do prefeito ACM Neto (DEM). Um dia depois de retirar a candidatura, Muniz surpreendeu com a afirmação de que seu nome estava de volta ao tabuleiro.
Contudo, em várias entrevistas a sites ao longo do dia, o presidente do PTN na Bahia, o secretário da Educação de Salvador, João Carlos Bacelar (que se continuará à frente da pasta com ACM), afirmou com veemência que a candidatura de Carlos Muniz não tem legitimidade.