Pelegrino vai mais forte para as urnas
Com mais de 121 mil votos no primeiro turno, Mário Kertész (PMDB), está com o petista Nelson Pelegrino; o ex-ministro Geddel e seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, no entanto, decidiram que o PMDB vai com ACM Neto (DEM); eles dizem que "quem votou no 15 (de Mário), agora vota no 25 (de Neto)"; mas, com a experiência que têm, Geddel e Lúcio sabem que não é bem assim; o PRB do evangélico Marcio Marinho, que teve mais de 84 mil votos, anuncia adesão a Pelegrino nesta sexta; além do PMDB, sem Kertész, Neto não ganhou mais apoio de nenhum partido
Rómulo Faro_Bahía 247
A leitura não é complicada. O terceiro candidato mais votado para a Prefeitura do Salvador no primeiro turno, com mais de 121 mil votos, Mário Kertész (PMDB), anunciou nesta quinta-feira (11) seu apoio à candidatura do petista Nelson Pelegrino.
O ex-ministro Geddel e seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, no entanto, decidiram que o PMDB vai com ACM Neto (DEM) e o apoio já está formalizado. Eles dizem que "quem votou no 15 (de Mário), agora vota no 25 (de Neto)". Mas, com a experiência que têm, Geddel e Lúcio sabem que não é bem assim.
Boa parte das 115 mil pessoas que votaram em Mário Kertész (que agora está com Pelegrino) o fizeram independente do partido do radialista. Foi forte o clamor popular de ouvintes na rádio de propriedade do já ex-peemedebista lhe pedindo para ser vereador de Salvador mais uma vez.
Em todo o discurso de Mário no primeiro turno (e ele já repete agora), ele deixou claro que não estava "entrando nessa" para fazer carreira política, mas para "ajudar Salvador".
Hoje, ao declarar o desligamento do PMDB e seu apoio a Pelegrino, Kertész disse que sua decisão, além de pessoal e ideológica, atendia ainda a um pedido direto do ex-presidente Lula, figura que nenhum adversário do PT deve desprezar.
O ex-peemedebista já tratou de reforçar que escolheu Pelegrino pelo alinhamento com o governo federal e, mais uma vez, rejeitou o argumento de ACM Neto de que Salvador pode andar com as próprias pernas. "Não tem". Sentenciou Kertész. Ele fez questão de dizer que não tem nada contra o neto do ex-governador ACM e reforçou que sua decisão foi realmente ideológica.
Para fechar a conta de Pelegrino, o petista recebe nesta sexta, o apoio formal do PRB de Marcio Marinho, quarto colocado no primeiro turno, com mais de 84 mil votos. O jornalista Evilásio Junior, do Bahia Notícias, Bahia Notícias fez uma leitura coerente mais cedo: os votos de Marinho são praticamente garantidos a Pelegrino, pois são votos provenientes dos fiéis da Igreja Universal, que sempre elegem o deputado Bispo Marcio Marinho com boa votação. Dificilmente o PT perderá esses votos para o DEM.
A ACM Neto cabe, e também não se pode desprezar de jeito nenhum, a força e a capilaridade dos irmãos Vieira Lima e do próprio PMDB. Só para reforçar o que foi escrito acima, a diferença entre Neto e Pelegrino é que o PMDB rachou. O partido foi para um lado e Maário Kertész para o outro. E os mais de 121 mil votos, para onde foram? Só as urnas dirão no próximo dia 28.
Voltando à questão do apoio, se Pelegrino tem Lula e a presidente Dilma, Neto e o PMDB não têm Michel Temer, o vice-presidente da República, que, de jeito nenhum, pedirá votos para um dos maiores opositores ao governo do qual é o sub-chefe.
Portanto e contudo, como dito acima, Pelegrino vai para as urnas mais forte do que Neto na questão apoio político. Bom ressaltar, no entanto, que quem decide eleição é cada um dos cidadãos que vão apertar o botão verde.
Boa sorte, ACM Neto e Nelson Pelegrino! Que vença o melhor.