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Perillo cobra plano de ações para melhorar a Celg

Governador tem audiência com ministro Edison Lobão e explica situação da empresa, que enfrenta quedas energia e falta de investimentos; Celg é controlada pela Eletrobras desde que governo estadual repassou a gestão; Marconi nega jogo de empurra-empurra e afirma que Eletrobras assumiu compromisso de estabelecer um plano de investimentos para a Celg

Perillo cobra plano de ações para melhorar a Celg


O governador Marconi Perillo acertou na manhã desta quarta-feira (13), durante audiência com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, a constituição de força-tarefa para, em uma semana, discutir todas as saídas para que seja elaborado um plano emergencial para novos investimentos na Celg.

Na audiência, o governador realizou relato dos problemas que a empresa tem enfrentado, como as constantes quedas de energia resultantes da falta de investimentos. “Relembrei que, quando fizemos o acordo, a Eletrobras se comprometeu a realizar, em cinco anos, investimentos da ordem de R$ 1 bilhão. O que precisamos agora é de um cronograma de investimentos”, observou o governador.

Marconi manifestou ao ministro seu desconforto com o fato de a Celg ter tido grande prejuízo no ano passado. “O mais importante agora, além de se aferir esses prejuízos, é investir em novas subestações e novas linhas de distribuição para se evitar esses problemas de apagão e atendermos, e bem, as novas demandas nas áreas industrial, comercial e residencial”.

O governador disse ter sentido sensibilidade do ministro na busca de resolver os problemas. Na presença do governador, Edison Lobão ligou para o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, e o convocou para reunião que deverá ocorrer nesta quinta-feira. “Espero que tenhamos um cronograma de investimentos nos próximos dias”, manifestou-se.

Marconi disse também que mantém a crença de que a Celg é uma empresa viável, competitiva e que, para cumprir bem o seu papel, só necessita de investimentos. “Esses investimentos precisam ser feitos pela própria empresa, com o apoio da Eletrobras”, salientou.

O governador negou que exista um jogo de empurra para os problemas da empresa. “No início de janeiro do ano passado eu fiz a transferência da gestão da empresa para a Eletrobras por indicação do ministro e do presidente da estatal. Hoje, dos seis diretores da Celg, quatro são da Eletrobras, inclusive o presidente e o diretor financeiro. Portanto, não se trata de um jogo de transferência de responsabilidades. A questão é ajustar e cobrar os investimentos. Eu, na condição de governador, tenho de fazer isso. E tenho encontrado o máximo de receptividade por parte do ministro Edison Lobão que, tenho certeza, está muito interessado em buscar uma solução para o caso”, enfatizou o governador.

Marconi realçou o trabalho feito pelo vice-governador, José Eliton, quando ocupou a presidência da Celg no primeiro ano do governo. “Nós optamos por realizar investimentos em detrimento do pagamento de encargos setoriais. A Celg fez investimentos e passou a pagar as empresas contratadas rigorosamente em dia”. Salientou que a responsabilidade de retomar os investimentos e a credibilidade da empresa é de quem a controla de fato e de direito. “Nós não temos como recuar. Hoje, 51% das ações já são de fato da Eletrobras. O comando da Celg é da Eletrobras”, disse.

O governador deixou claro que não há a mínima possibilidade de o governo do Estado fazer qualquer tipo de investimento na empresa. “Não podemos legalmente fazer nenhum tipo de aporte, porque não temos o controle administrativo e nem o controle das ações. Essa história de transferir ou não ações, não importa. O importante é que já está pactuado no contrato de financiamento da Caixa Econômica Federal, com o aval do Tesouro Nacional, que 51% das ações da Celg são da Eletrobrás. Agora, o que a gente tem de fazer é acertar para que os investimentos sejam feitos”, finalizou.